Saneamento básico

Olá, meu nome é Gustavo, sou aluno da escola E.M.E.F. Des. Teodomiro Toledo Piza, que fica no Grajaú. Eu participo do projeto Nas Ondas da Rádio Imprensa Jovem Teocomunica, sou aluno da professora Dora e estou no 6° ano.

Hoje gostaria de falar um pouco, aqui no Geral na  Saúde, sobre o assunto Saneamento Básico.

O saneamento é um direito de todo mundo. A falta de saneamento básico, combinada com alguns fatores socioeconômicos e culturais, é decisiva no surgimento de infecções por parasitas. As crianças são o grupo que apresenta maior risco de contágio de doenças infectocontagiosas.

Nos países mais pobres ou em regiões mais carentes, as doenças que resultam da falta de saneamento básico (bacterianas e outros parasitoses) tendem a acontecer em maior número.

No Brasil 40% do esgoto é tratado, os outros 60% não recebem nenhum tipo de tratamento, sendo este o maior perigo, já que deveria ser 100% e não apenas 40%.

Vala de esgoto. Fonte: Wikimedia Commons
Vala de esgoto. Fonte: Wikimedia Commons

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), saneamento básico é o controle de fatores físicos que podem provocar efeitos maléficos ao homem, prejudicando seu bem-estar físico, mental e social. Pode-se dizer, então, que o saneamento básico são conjuntos de serviços de infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos e drenagem e manejo das águas pluviais.

No Brasil, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 82,5% da população é atendida com abastecimento de água tratada. No entanto, os 17,5% que não recebem água tratada em suas casas, são mais de 35 milhões de brasileiros. Em relação a coleta de esgoto, apenas 48,6% da população têm acesso a este serviço, no entanto, apenas 40% do esgoto é tratado. As regiões norte e nordeste do país apresentam as menores taxas e tratamento, tendo o primeiro apenas 14,36% do total tratado e o segundo 28,8%. O sudeste, sul e centro-oeste apresentam índices um pouco mais altos, entretanto, ainda abaixo da metade, com 43,9% o primeiro e o segundo e e 46,37% o terceiro.

A falta de políticas de saneamento básico acarretam em contaminação da água e do solo, adoecimento da população, além de deslizamentos e inundações. Doenças como cólera e hepatite são causadas pela falta de tratamento adequado da água ingerida, assim como muitas das diarreias que temos, que podem ser causadas pela alimentação, mas também por bactérias presentes na água contaminada que ingerimos, lavamos alimentos, etc.

 

Clique aqui e conheça o Atlas de Saneamento brasileiro de 2011 feito pelo IBGE.

Leia aqui a análise feita pela Fiocruz sobre os dados apresentados no Atlas de 2011.