Caminhando pelo bairro – C.C.A São Carlos

Olá pessoal do Geral na Saúde, tudo bem?

Somos a galera do C.C.A São Carlos. O nosso grupo tem meninos e meninas que curtem o caminho do bem e da cidadania. Estamos juntos com o Geral desde 2014, vocês se lembram disso?
Bom, o papo é o seguinte, vamos contar um pouco do “Chorar pelo leite derramado”, uma das atividades de cartografia do Projeto #tô na área, aqui de Cidade Ademar e Pedreira. A partir de agora utilizaremos a terceira pessoa para falarmos de nós mesmos.
Os usuários do C.C.A São Carlos (Obra Social Santa Rita de Cássia – CRAS Cidade Ademar), sempre realizam atividades relacionadas à temática Cartografia. Este ano, através do projeto #tô na área, foi realizada a primeira etapa – “Chorar pelo leite derramado”.

No primeiro momento foi realizada uma caminhada pelas ruas próximas ao C.C.A, os adolescentes puderam observar o bairro onde moram e o percurso que fazem todos os dias para chegar ao espaço. Em seguida, através de um novo olhar, os usuários registram tudo com fotografias e relatos realizados por eles mesmos.

Caminhada pelo bairro Jardim São Carlos no entorno do C.C.A.
Caminhada pelo bairro Jardim São Carlos no entorno do C.C.A.

Diversas situações foram apontadas, como ausência de calçadas (os jovens foram obrigados a andar no meio da rua), vários fios pendurados, mau cheiro, esgoto a céu aberto, entulhos, fezes de animais, muito lixo nas ruas etc.
Esta atividade despertou nos adolescentes a curiosidade pelos espaços do bairro onde vivem. Diante disso, mostraram-se incomodados e tristes com tanto lixo.

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Como estamos trabalhando o tema “Chorar pelo leite derramado”, os usuários recolheram alguns materiais recicláveis e, em seguida, refletiram, em grupo, quanto tempo cada lixo recolhido demora para se decompor. Os olhares dos adolescentes eram surpreendentes, muitos não se davam conta de quanto tempo os materiais levam para realizar a decomposição. Além disso, ficaram indignados ao notarem que muitas pessoas ainda têm o péssimo hábito de jogar lixo no chão e não nos cestos de lixo.
No segundo momento, os jovens realizaram uma atividade de artesanato com a oficineira Vanusa. Nesta oficina, através de desenhos em folha de sulfite, tiveram as primeiras noções de lateralidade, profundidade, compreensão de legendas e escala. Depois, em um pano cru, fizeram um esboço do percurso que realizaram pelo bairro, pintaram o desenho com tinta guache e, por último, foram colados os materiais recicláveis recolhidos por eles mesmos nas ruas.

Observação das ruas, fios pendurados, muito lixo nas ruas e calçadas e etc.
Observação das ruas, fios pendurados, muito lixo nas ruas e calçadas e etc.

Os adolescentes realizaram a atividade com muito entusiasmo e empolgação. Foi assim que a cartografia passou de uma palavra desconhecida por muitos, para um campo de conhecimento rico, instigante e estimulante.

 

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