Senhor Presidente, escuta o que eu vou dizer.

 

Senhor Presidente, sei que não falo muito com você, mas gostaria que o senhor gastasse o seu precioso tempo com essas palavras.

Sou uma cidadã, tenho 13 anos, e onde eu moro não tem muito luxo como o senhor está acostumado, sou de classe baixa.  Moro em uma comunidade com meu pai e a minha mãe.

O meu pai é pedreiro ele trabalha muito, carrega peso, constrói estruturas para dar uma moradia digna para as pessoas. Recentemente ele se machucou e perdeu as pontas de dois dedos com a maquita e mesmo assim tem forças para continuar trabalhando, pois como um bom brasileiro ele não desiste nunca. Ele luta para trazer o pão de cada dia, ah, mas acho que o senhor não sabe o que é isso!

A escola é relativamente perto da minha casa mas, como todas as escolas do meu bairro, é muito ruim. Em sua estrutura tem muitas rachaduras, é mal cuidada e parece uma prisão. Não que esteja reclamando, mas poderia melhorar.

Eu quero direitos iguais para todos!

Enquanto os “filhinhos” de deputados estudam em escolas particulares sem pagar nada e se divertem com as mesadas altíssimas graças a um dinheiro dos NOSSOS impostos, no meu bairro não tem hospital, só no bairro vizinho e é sempre muito cheio.

A última vez que eu fui com a minha mãe vi chegar uma mulher espancada e o sangue escorrendo pelo rosto dela.

Ela havia sido espancada. Isso mostra que a violência no Brasil ainda continua e precisa ter fim. Fiquei comovida com aquela situação e com raiva da falta de direitos iguais, por isso quero ser juíza.

Será difícil, mas eu não irei desistir e futuramente poderei dar uma vida melhor para os meus pais.

Se o senhor realmente se importasse muitos problemas poderiam ser evitados.

Escrevi tudo isso para dizer que estamos cansados de esperar por um país melhor que vocês tanto prometem, mas para resumir eu te peço direitos iguais para todos.

É só isso: Direitos iguais!

 

O texto da Celina ganhou o Concurso Cultural – CCA e CJ Cidade Ademar Pedreira na Categoria Redação dos CCAs.