Minha rua

Meu nome é Emily, tenho 11 anos, e estou escrevendo esse texto no CCA Vida e Convivência.

Meu bairro esta precisando de uma reforma nas calçadas e nas ruas. A lixeira está queimada, precisamos de uma lixeira nova, e também de 1 ou 2 lixeiras de reciclagem.

As paredes das casas precisam de pintura, as paredes estão todas pichadas, e os bares precisam de reformas. As ruas, é preciso limpar cada uma delas. O que é bom da minha rua é que as pessoas colaboram pintando os portões, muros etc.

As pessoas fazem oferendas e deixam nas ruas, e ninguém tira depois. As pessoas do bares ficam arrumando briga um com o outro. As pessoas querem pôr um ponto de ônibus, mas ninguém aceita pôr o ponto de ônibus porque é muito perigoso porque tem muita criança.

A criançada mesmo com tiroteio gosta de brincar na rua. A rua da minha tia tem mais tiroteios, muitas pessoas acham que é uma bomba, mas não, é tiroteio mesmo. Teve um dia que a minha tia ouviu três tiros que foi assim, pá, pum, tchau. Tem um bar cheio, ninguém sai daquele bar.

Bom, a rua precisa de muitas e muitas reformas mesmo. As pessoas que saem da escola às 23h da noite ouvem música no banco, conversam alto e cantam alto. Às vezes lá na rua os carros, motos e caminhões ficam passando de raspão, que nem um avião.

Então, a minha rua é assim até hoje, vai ser assim muitos anos.

FIM – agradeço a oportunidade.