Jovens do CJ Castelinho fazendo a diferença!

Por #ToNaÁrea, Gildásio e adolescentes do CJ Castelinho

 

Todos os anos as Secretarias Municipais de Assistência e Desenvolvimento Social e Direitos Humanos promovem o Grito de Carnaval Contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Os serviços conveniados de Cidade Ademar e Pedreira marcaram presença na quarta-feira que antecedeu o carnaval, concentrando-se na Praça do Patriarca com o intuito de chamar a atenção dos munícipes.

Educadores e gerentes de serviços promovem uma abordagem lúdica e dinâmica sobre o tema que é ainda pouco discutido e um tanto quanto velado, reforçando a consciência das crianças e adolescentes, do uso de canais de denúncia como o Disque 100 e da importância de exercer a cidadania em eventos como esse.

MANIFESTAÇÃO, CIDADANIA E CONQUISTAS

Mas este ano algo a mais aconteceu…

Um dia de enfrentamento, mobilização, sensibilização e diálogos em torno da temática da exploração sexual de crianças e adolescentes. Muitas pessoas, muitas histórias e um propósito comum a todos, a garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Muitas pessoas importantes, inclusive nós.

Algumas autoridades e até  a Ministra da Secretaria de  Direitos Humanos da Presidência,  fizeram-se presentes, reafirmando em seus discursos a garantia e a defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

Alguns adolescentes a poucos metros do palco de eventos, perceberam algo que por vezes acaba fazendo parte da paisagem das cidades, porém tal situação  os incomodou, trazendo uma  inquietação: uma mãe e seus três filhos morando na marquise de um prédio…

Após alguns questionamentos entre si, aproximam-se  daquela mulher e iniciam um diálogo a respeito de sua situação. Não contentes em somente conversar, convidam outras pessoas para um diálogo criando uma estratégia, chamam, então, uma das autoridades presentes para fazer uma “selfie”, e para surpresa de todos,  a foto era com aquela senhora.

Naquele momento, começam conversas e os desdobramentos da selfie. A autoridade pede que os responsáveis locais dêem uma resposta àquela situação e busquem possíveis soluções.

Com algumas devolutivas das autoridades presentes, como o  abrigamento da mulher e de seus filhos, e mais a consulta de situação social e inserção em programas de transferência de renda, os adolescentes ficaram satisfeitos com a atitude que culminou na garantia de direitos daquela família, sentiram que cumpriram seus papéis de cidadãos éticos e continuaram no ato de que foram participar.

Saiba mais:

Estatuto da Criança e do Adolescente

Disque 100 – Direitos Humanos

Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano