Eu sou um voluntário

O pessoal da LIQ  fez o dia “EU SOU VOLUNTÁRIO” na ACTC – Casa do Coração e o Geral acompanhou de pertinho.

Ser voluntário é acima de tudo um ato de amor, respeito, compaixão, justiça e solidariedade. Por isso, a motivação para ajudar o outro deve ser verdadeira, pois quando se é voluntário, se assume um compromisso com o outro, e este deve ser cumprindo e honrado.

Eis aqui o que os participantes disseram da experiência:

Cintia (ACTC). ” Eu gosto muito quando os voluntários vem aqui, primeiro porque traz uma outra energia para casa. As mães estão bem preocupadas com os filhos que estão hospitalizados e tê-los aqui  as tira um pouco dessa rotina de voltar do hospital, fazer a comida e dormir no hospital de novo. São novos ares, uma brincadeira gostosa, e isso também contribui para que a cura se faça, que a saúde permaneça. Quando a gente confraterniza, celebra a vida, deixamos harmonia reinar na casa, trazemos imortalidade para esse lugar. Para nós é muito legal.

Acho incrível que venham voluntários, também a parceria com o Geral, porque isso só completa nosso trabalho e agrega valor a tudo que a gente espera para eles, que são crianças e familiares que precisam dessa força para enfrentar essa vulnerabilidade. Nós também temos as nossas. Faz bem pra todo mundo.”

Voluntária (LIQ). “Eu particularmente estou bem feliz e acho que falo por todos. Foi um trabalho pelo qual lutamos bastante para ter na nossa empresa.

Como voluntários a gente passou por bastante processos até conseguir realizar essa atividade.

Já faz alguns anos que a gente já tenta e poder estar aqui com vocês hoje foi muito legal, foi muito bacana, acredito que vale para todos.

O aprendizado que eu levo é saber que a gente é importante também para fazer desse dia mais feliz e pode contribuir com isso, com esse momento de diversão, de descontração, de sair um pouquinho dessa preocupação, até porque essa rotina de exames, hospital não deve ser nem um pouco fácil. Com toda certeza para gente também é imensamente gratificante ”

 

Voluntário (LIQ). “Eu fico me perguntando ‘Nós somos os voluntários?’  Eu costumo pensar o contrário porque quem abre a casa, quem cura a gente são essas pessoas aqui, as crianças, os familiares, o pessoal da ACTC. A cura, a meu ver, é muito mais do que olhar baseada numa patologia, é uma questão de respeito, de amor, de companheirismo, de você entender a outra pessoa. Nós passamos por tantas pessoas em São Paulo correndo, esbarramos em metrô lotado e xingamos mentalmente a pessoa que está andando devagar na nossa frente, mas o que essa pessoa carrega de história, o que ela carrega por trás daquilo?

O que eu costumo dizer é quando a gente faz um trabalho voluntário, a gente sai daqui curado porque são socos que a gente leva na cara, faz a gente pensar ‘Qual que é meu objetivo de vida? Qual o meu propósito? O que eu não estou olhando no outro? E, principalmente, o que eu não estou respeitando no outro?’

Eu entendo que a gente está em um momento geral, no Brasil e no mundo a gente perdeu essa essência de entender quem é a outra pessoa. Por isso o agradecimento é do meu lado por vocês poderem abrir as portas para gente chegar aqui e a gente se curar, sair um pouco do nosso mundo. “

Voluntários (LIQ). ” Eu acho muito gratificante fazer parte desse dia. Quando a gente ouve falar das pessoas que são cardiopatas, a gente não tem noção da rotina que elas vivem, não temos noção que ela tem que sair lá de outro estado para vir se tratar em outro lugar, que sua família às vezes deixa trabalho e vem para uma capital como São Paulo, onde não conhecem ninguém e ficam sempre dependendo de alguém. Não e só a doença em si.

Esse trabalho foi especialmente importante para mim porque eu tenho uma mãe cardiopata que esta na fila de transplante também. No caso dela não tem nenhuma casa pra ficar porque nós somos de São Paulo mesmo e ela faz tratamento direto no hospital. Aqui eu tive oportunidade de conhecer outras histórias, como a do João, entendi um pouco a rotina que ele leva. É uma criança de 12 anos mas que parece ter 16, é muito maduro, não sei se pela sua história de vida.

Pra mim é uma sensação de gratidão que vem de poder conhecer novas histórias e de participar de maneira positiva da vida deles.”

Cintia(ACTC).”  A gente ganhou vários novos amigos.”