Broncoespasmo do Pedrinho

Na última sexta, dia 21 de novembro, meu filho Pedro Henrique, de quatro anos, teve uma crise forte de broncoespasmos. Ele estava brincando com os irmãos no quintal, quando entrou na sala quase sem folego, ofegante, falando que estava com dor no peito e na barriga. Como eu já havia passado por isto antes, percebi que não estava muito bem, pois estava fora do normal.  Normalmente com três ou quatro inalações com medicamento, em questão de horas já estava bem, porem desta vez a crise perdurou, e não passava.

Colocamos Pedro no carro e corremos ao Hospital Geral do Grajaú. Quando cheguei, fui direto fazer a ficha de entrada e quando as meninas da pré-consulta o avaliaram, mandaram imediatamente a ficha, pois a saturação dele estava baixa (91% e 92%). Ele fez mais inalações com medicamento, porém continuava cansado, e após um raio X o médico decidiu interná-lo. Hoje, dia 24 até pensei que receberia alta, porém ele ainda não estabilizou, mas pelo menos vai trocar a medicação para via oral, pois está recebendo tudo na veia.

O que nos alivia dentro desta angustia é ter um espaço como este para que as crianças não se sintam tão prisioneiras, pois estão em um ambiente que não é o deles, se alimentando com comidas também diferentes para seu paladar, convivendo com outras pessoas, sendo medicados, com um acesso instalado na veia dos pequenos. Isto muda completamente sua rotina e é um choque para eles; ter um espaço assim facilita a aceitação e a adaptação deles durante este período. Além de compartilhar minha experiência com esta doença, ainda gostaria de agradecer a iniciativa deste projeto que para nós, mães, é gratificante e nos alivia, pois durante a atividade temos a oportunidade de vê-los sorrir.