Gravidez na adolescência e os riscos à saúde

Recentemente temos recebido muitas perguntas no Num Sei! sobre os riscos de uma gravidez nas adolescência. A gravidez na adolescência é um assunto é extremamente importante aqui no Geral na Saúde e já foi abordado diversas vezes. Portanto, nos focaremos, nas questões relacionadas aos riscos à saúde da jovem mãe e seu bebê.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) define a adolescência como o período que vai dos 12 aos 18 anos de idade. Tanto as fases de adolescência quanto de gestação são etapas indispensáveis no desenvolvimento das pessoas. No entanto, ficar grávida durante a adolescência pode representar grandes complicações, tanto biológicas e familiares, quanto psicológicas e econômicas, pois impactam diretamente na vida da adolescente, adiando e limitando as oportunidades de desenvolvimento pessoal.

O corpo de uma jovem durante a adolescência está em fase de desenvolvimento, se estruturando para as mudanças intensas que ocorrerão posteriormente, como a gravidez. Ao adicionarmos, ao mesmo tempo, mudanças da adolescência e mudanças de gravidez, o corpo, que ainda é muito jovem, não consegue suportar e muitas complicações podem surgir durante o período de gestação, por isso toda gravidez na adolescência é considerada uma gravidez de risco.

Dentre as complicações mais comuns temos: anemia, desnutrição, sobrepeso, HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis (já que o sexo foi feito sem camisinha), infecção urinária ou vaginal, lesões vaginais e perineais, parto prematuro, hemorragia e depressão pós-parto.

Em muitos casos, quando a gestação não foi planejada e não é desejada, as adolescentes realizam abortos clandestinos. Devido ao fato do aborto ser considerado uma prática ilegal de acordo com a lei brasileira, os locais que os realizam apresentam, majoritariamente, condições precárias, colocando em risco a vida da jovem.

Além do risco de nascer prematuro, o bebê também está sujeito a outras complicações, tais como: baixo peso, deficiência mental, cegueira, surdez, atraso e transtornos de desenvolvimento, maior risco de infecções no primeiro ano e morte na infância. Também devemos salientar que os bebês prematuros apresentam maiores riscos na acomodação à vida extrauterina (fora da barriga da mãe), já que os órgãos e sistemas não estão completamente desenvolvidos, ficando mais vulneráveis aos desenvolvimento de doenças.

Portanto, é extremamente importante fazer o acompanhamento pré-natal durante a gravidez, a fim de conservar a saúde da jovem e do bebê. Os auxílios de profissionais da saúde cooperam para que haja uma menor incidência de quase todas as complicações aqui mencionadas, reduzindo assim, a mortalidade materna e perinatal. Continuar o acompanhamento do bebê após o nascimento e ao longo de sua infância também é fundamental para garantir boas condições de saúde.

Saiba mais em:

Pré-natal garante a saúde da mãe e do bebê (Brasil.gov)

Gravidez na adolescência (Geral na Saúde)