Primeiro aniversário no hospital

Nós do Geral na Saúde conversamos com a Aline no Hospital Geral do Grajaú. Ela nos contou sobre o estado de saúde de sua filha desde a gestação até os dias de hoje. A Júlia Beatriz está com 1 ano e um mês, mas já teve várias internações desde que nasceu:

“O início da minha gravidez foi tranquila, eu tive um pouco de infecção no começo, mas não era nada demais, fiz tratamento e ficou tudo bem. Quando eu estava com seis meses de gestação a minha vizinha comentou que teve perda de líquido durante sua gravidez. Eu percebi que estava com os mesmos sintomas, ela me recomendou que procurasse um médico.

Eu vim ao Hospital Geral do Grajaú e descobri que realmente estava com perda de líquido, me disseram que era bolsa rota. Comecei a fazer tratamento. Eu vinha para cá duas vezes por semana para fazer um controle de rotina. Às vezes eu ficava um dia ou dois internada, depois eu ia para casa, foi assim até eu completar nove meses.

No nono mês de gestação minha filha, Júlia Beatriz, nasceu de parto natural, mas foi muito difícil, por conta da perda de líquido. Eu pensei que ela ia nascer e íamos para casa, mas os médicos viram que ela não estava bem e a internaram na UTI.  A Júlia Beatriz ficou 18 dias internada e depois foi para casa.

Depois de um tempo em casa ela começou a ficar cansadinha e tossir muito, então eu a levei no posto de saúde. Ela foi transferida para o Hospital Pedreira e chegando lá a gente descobriu que ela estava com broncopneumonia e ficou internada durante três dias.

Em maio ela voltou a apresentar os mesmos sintomas, tossia muito. Então eu a trouxe aqui para o HGG. Ao chegarmos os médicos já a diagnosticaram com bronquiolite e pneumonia. O estado dela era muito grave, subiu direto para a UTI e foi entubada. Ela ficou um mês na UTI em estado grave, depois ela foi para o quarto e ficou mais um mês. Neste período em que ela ficou no quarto ela teve desnutrição, emagreceu 3kg, então teve que fazer tratamento para engordar. Depois de um tempo ela se recuperou e teve alta.

Em agosto, no dia do seu aniversário de um aninho, tivemos que voltar para o hospital, minha filha estava novamente com os mesmos sintomas. Eu nunca vou esquecer disso, porque era o aniversário de primeiro ano dela. Eu fiquei muito triste, mas não tinha o que fazer, eu tinha que trazê-la ao hospital. Ela ficou internada, mas dessa vez não precisaram entubar, ficou pouco mais de duas semanas no quarto.

O médicos disseram que a Júlia Beatriz tinha que fazer um tratamento no HC, porque teve estenose, é tipo um fechamento da garganta, então ela vai para o HC fazer a dilatação. Toda vez que ela pega um resfriado já ataca a estenose e fecha a garganta dela, ela fica cansada e com dificuldade de respirar.

Dessa última vez ela estava em casa tranquila e do nada começou a tossir e ficar cansada de novo, então eu trouxe ela novamente para o HGG, internaram ela direto na UTI, colocaram ela no CPAP (um aparelho que envia um fluxo de ar contínuo para as vias respiratórias, através de uma máscara), mas ela não aguentou, pois estava muito cansada, então tiveram que entubar.

Ontem ela foi ao HC para fazer a broncoscopia e ver como está a garganta. Já marcaram a dilatação, ela vai ter que continuar fazendo o tratamento até melhorar. Só Deus sabe quando isso vai acontecer. Mas fazer o que? É para o bem dela, né?! Se Deus quiser minha filha vai para o quarto logo.”

 

Para saber mais sobre pneumonia clique aqui e acesse a Dica em Saúde do Ministério da Saúde.

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