Expectativa de vida

Oi, meu nome é Fernanda Kely. Eu tenho 15 anos e adoro desenhar, fazer cálculos, me arrumar e sair com meus amigos.

Tudo começou na gravidez da minha mãe: devido ao fato dela ser muito nova (tinha apenas 13 anos de idade) correu alguns riscos de vida no parto. Mesmo eu sendo bem pequena, pois nasci com apenas 45 centímetros, a complicação foi grande, ela quase morreu! Para que isso não acontecesse, o parto precisaria ter sido cesariana, mas os médicos não queriam “estragar” seu corpo, então escolheram o fórceps, que é um parto forçado, usado quando o bebê não consegue nascer naturalmente.

Quando meus olhos avistaram o primeiro raiar de luz, os médicos perceberam um pequeno diferencial na minha pele, eu era muito amarela, por isso acharam que eu tinha anemia. Após muitos exames, eles descobriram que eu não tinha nada e nós fomos liberadas para ir para casa.

Quando completei 4 meses tive a primeira crise. Meus pulmões estavam cheios e o médico olhou dentro dos olhos da minha mãe e disse: sua filha tem bronquite asmática e se você demorasse mais alguns dias para trazê-la, ela iria morrer! Minha mãe perguntou se tinha cura e ele disse que não havia mais tratamento. Eu precisei ficar internada por 3 semanas.

Ao completar 1 ano de idade comecei utilizar bombinha. Hoje já não uso mais, entretanto, não posso praticar alguns tipos de esportes. Sou muito feliz assim, me sinto bem em ser eu mesma!

A Fernanda Kely nos contou como foi difícil seu primeiro ano de vida: primeiro as complicações no parto, a coloração amarelada após o nascimentos e depois a crise de asma.

Quanto ao parto, o uso do Fórceps era muito comum para ajudar a puxar o bebê para fora da barriga da mãe durante o parto normal. Ele é um alicate especial, como podemos ver na imagem abaixo.

L0036276 A set of obstetrical forceps Credit: Wellcome Library, London. Wellcome Images images@wellcome.ac.uk http://wellcomeimages.org A set of obstetrical forceps Photograph 18th Century Published:  -  Copyrighted work available under Creative Commons Attribution only licence CC BY 4.0 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/
Forceps – Wikimedia Commons

Provavelmente, quando os médicos perceberam sua coloração amarelada, ela estava com icterícia. Este é um problema comum em recém-nascidos e deve ser tratado logo nos primeiros dias, deixando a criança em banho de luz (luz fluorescente azul), ainda mesmo na maternidade. Quando a icterícia é leve, pode ser tratada em casa, com banhos de sol antes das 10 da manhã e depois das 4 da tarde.

fototerapia ictericia Martybugs

A icterícia ocorre em mais de 50% dos bebês normais e é causada pelo excesso de bilirrubina. Ao nascer, o bebê tem mais hemácias (glóbulos vermelhos do sangue) do que vai precisar e por isso o corpo produz a bilirrubina para eliminar as hemácias que estão sobrando.

Quanto à asma, essa é uma doença bastante frequente e outros correspondentes nos contaram um pouco mais sobre ela. Veja o post Minha crise de asma e saiba mais!