Celular: prazer e vício

Nossos correspondentes do CCA Vida e Convivência, da turma da educadora Marcela, nos contaram um pouco sobre as coisas que gostam de fazer e sobre como adoram usar o celular. Suas mães ficam preocupadas e acreditam que isso já se tornou um vício. Vejam seus depoimentos:

Ana Beatriz

As três coisas que mais gosto são:  chocolate, outras comidas  e celular. O chocolate é bom e ruim para a saúde. A comida, as verduras e os legumes fazem bem para a saúde, porque eles têm bastante proteínas.  Agora o celular, eu gosto de usar o celular, mas minha mãe fala que é uma doença.

Eu uso o celular de manhã, à noite, na hora de dormir, no café da manhã, no almoço e na janta. A gente janta: eu, minha mãe e meu irmão, mas só converso quando meu celular está carregando ou então, eu converso usando o celular ao mesmo tempo.

Gosto de Whatsapp e Facebook. Pelo Whatsapp a gente vê o que vai fazer no fim de semana: ficar lá embaixo no prédio, brincar de esconde-esconde ou sair pra tomar sorvete ou açaí.

Mas o celular deixa a gente muito viciada, como se fosse droga!!

Eu também gosto de esportes: queimada e esconde-esconde.

 

Beatriz

Eu gosto de beber suco, vitamina de banana, comer lasanha, chocolate, esfirra, verduras e doces, como balas e chicletes. Não gosto de nenhum esporte.

Eu gosto de usar o celular e minha mãe acha que preciso fazer um tratamento, porque sou viciada em tirar fotos, usar o Facebook e o Whatsapp e escutar música.

Eu faço minhas refeições usando o celular, vou ao banheiro, tomo banho e até durante a aula, eu uso o celular. Quando não mexo eu sinto tédio.  Se a professora pegar meu celular, eu pego de volta.  Só não uso quando minha mãe pega.

Eu durmo com o celular no rosto, de óculos e tudo, só tiro no meio da noite. Fico com raiva quando perco as mensagens do Whatsapp e quando restaura o celular. Pra mim, o celular é bom, não me faz mal.

Cell_phones Paul Martin Lester

Nós, do Geral na Saúde, acreditamos que a internet e os seus diversos meios de acesso são importantes em vários aspectos, como facilitar a interação entre pessoas, adquirir novos conhecimentos, compartilhar informações e conhecimentos, entre tantos outros. No entanto, é preciso ficar atento à dependência extrema destes aparatos tecnológicos, pois esta pode trazer impactos negativos tanto à saúde física, quanto a aspectos psicológicos.

Os maiores riscos ao gastar muito tempo utilizando aparelhos tecnológicos são, principalmente, de ordem psíquicas, através de afastamento da realidade, desligamento do convívio e interação com aqueles que estão mais próximos, incapacidade de lidar com o ócio, perda da criatividade, redução da capacidade de concentração, entre muitos outros. 

Em relação à saúde física, a postura é muito importante, grandes estresses musculares podem ser causados, sendo o mais comum deles ao forçar o pescoço para baixo. A cabeça de um adulto pesa, em média, 10kg, e ficar com ela abaixada pode triplicar este valor, acarretando em uma fadiga da musculatura, gerando dor e podendo ocasionar inclusive uma hérnia de disco. A tendinite nos dedos também pode ser bastante comum naqueles que usam demasiadamente smartphones e tablets. A forma como o aparelho é segurada e seu uso contínuo podem gerar as chamadas Lesões de Uso Contínuo, LER, como a tendinite. O correto é levar o aparelho até o rosto, mantendo coluna e pescoço eretos, e não o contrário.

Você usa aparelhos eletrônicos exageradamente ou alguém te falou que você está usando demais? Já parou para pensar nos riscos que eles podem trazer à sua saúde? E já percebeu a quantidade de coisas que podem estar acontecendo ao seu redor, como oportunidade únicas e momentos especiais, que você está deixando de viver para ficar conectado no celular ou computador? É importante tomar consciência dos nossos hábitos e perceber até que ponto uma coisa nos faz bem ou quando já ultrapassamos o limite do saudável. Conversar com amigos, conhecer pessoas novas, ouvir música, postar fotos, jogar jogos, tudo isso é muito legal, mas precisamos estar atentos e saber se estamos deixando de lado nossa vida para viver apenas neste mundo virtual.