Leucemia aguda e anorexia

Tudo começou no início de 2015 quando descobri que minha amiga tinha leucemia e anorexia. Durante 1 ano e meio nós fomos muito amigas, pois morávamos perto, estudávamos na mesma escola e ficávamos sempre juntas durante o intervalo. Ela sofria bullying dos colegas de escola, mas nunca havia me contado, e o motivo era o fato de ser muito magra, acho que ela pesava cerca de 42kg. No entanto, somente este ano descobri que ela estava sofrendo isso, uma amiga em comum nossa que me contou.

Atualmente ela está se tratando para tentar curar esta doença. Não nos falamos muito como antigamente, na verdade quase não falo mais com ela, pois eu me mudei e também mudei de escola. Mas eu espero que ela esteja fazendo um bom tratamento, porque esta doença é muito grave, podendo levar a morte.

Mesmo a gente não tendo mais contato hoje em dia, tento ajudá-la ainda que de longe. Ligo às vezes para procurar saber como ela está, converso pelo Whatsapp ou através de outros meios de comunicação.

Eu escolhi falar dela, porque ela está vivendo várias coisas, e pode ser que alguma pessoa tenha uma amiga ou algum parente que esteja passando por algo parecido e possa se interessar.

A leucemia é uma doença maligna, originária nos glóbulos brancos. Sua principal característica é o acúmulo de células jovens anormais na medula óssea, substituindo as células sanguíneas normais. A medula é o local em que as células sanguíneas se formam, ela ocupa a cavidade dos ossos, sendo conhecida popularmente como tutano. É nela que se encontram células mães ou precursoras, que originam os elementos do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas.

Os principais sintomas da leucemia se dão a partir do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos brancos, vermelhos e das plaquetas, causando infecções, anemia e hemorragias, respectivamente.

Após realizado o diagnóstico a leucemia também pode ser classificada de acordo como a doença evolui e se agrava. Desta forma pode ser crônica – se agrava lentamente – ou aguda – se agrava rapidamente.

Crônica – no início da doença as células leucêmicas ainda conseguem fazer um pouco do trabalho dos glóbulos brancos normais. A doença é, geralmente, descoberta em exames de sangue de rotina. Conforme o número de células leucêmicas aumenta ocorrem as infecções. Os sintomas são leves, mas vão se agravando aos poucos.

Aguda – é quando as células leucêmicas não conseguem fazer nenhum trabalho das células sanguíneas normais. A doença se agrava muito rapidamente e o número de células leucêmicas cresce aceleradamente.

O tratamento consiste em tentar destruir as células leucêmicas para que a medula óssea volte a produzir células normais. Para se obter a cura total da doença é preciso associar medicamentos, controlar as infecções e hemorragias, além de prevenir ou combater a doença no sistema nervoso central. O transplante de medula óssea também pode ser indicado em alguns casos.

No caso da amiga da Larissa, a anorexia pode estar associada à leucemia. A perda de peso devido à doença e seu estado de saúde emocional podem tê-la levado a desenvolver a anorexia, que é um transtorno mental, em que a pessoa perde peso exageradamente, devido a baixa ingestão alimentar voluntária, acompanhada da desilusão corporal. Ou seja, a pessoa deixa de se alimentar pois deseja ficar magra (ainda que já esteja bastante) ou tem medo de engordar. Diversas complicações podem ser desenvolvidas a partir deste transtorno e por isso o tratamento envolve vários profissionais de saúde como psicólogos, nutricionistas, endocrinologistas e psiquiatra.

Saiba mais sobre leucemia no site da ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia ou nesta página da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.

E entenda melhor a anorexia nesta página do Hospital Sírio Libanês.