Responsabilidade com a vida: cuidados no trânsito!

Na noite do dia 30 de maio de 2015, por volta das 18:30, a caminho da Igreja de Mairiporã, estavam meu esposo e meus três filhos. Em uma ultrapassagem irresponsável, um carro colidiu lateralmente no carro do meu marido, deixando duas vítimas: minha filha Ashley (11 anos) e meu filho Lucas (7 anos).

Ashley teve uma lesão lombar de L1 a L4 impossibilitando-a de andar, evacuar e urinar. Ela teve hemorragia interna e perdeu também 6 centímetros do intestino fino e ficou 7 dias em coma na UTI neuropediátrica aqui da Santa Casa de São Paulo. Hoje ela faz uso de dieta laxativa e sonda urinária, além da cadeira de rodas. Atualmente, ela é acompanhada pela equipe médica da fisiatria para reabilitação. Fica internada de segunda a sexta e volta para casa aos fins de semana.

Já meu filho Lucas, teve morte instantânea por causa de um trauma raquimedular. Quebrou o pescoço em três lugares, teve trauma de fronte e também teve leões das vísceras por causa do cinto de segurança de dois pontos.

Meu outro filho, Davi de 4 anos, estava na cadeirinha e não se machucou. A cadeirinha dele estava com o cinto meio quebrado e vivia abrindo sem motivo, mas nesse dia ele não abriu. Isso aumentou a minha fé! Ao chegar no hospital ele falou para as enfermeiras que estava com Jesus durante a batida.  Depois do enterro perguntei pra ele como era Jesus e ele falou que era um menino, comum.

Devia haver uma reportagem avisando do perigo do cinto de segurança de dois pontos!

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Vanessa e sua filha Ashley – Hospital Santa Casa de São Paulo

 

A Vanessa nos contou sobre o acidente que aconteceu com sua família. Mesmo com todos usando cinto de segurança no banco de trás, seu filho Lucas faleceu e sua filha Ashley ficou com graves sequelas. 

Uma pesquisa feita recentemente do Ministério da Saúde em parceria com o IBGE apontou que 50,2% da população afirma usar o cinto de segurança no banco de trás do automóvel. O número de pessoas que afirmaram usar o cinto no banco da frente era maior, 79,4%. No entanto, é fundamental usar o cinto de segurança em ambos os casos. Ainda que algumas vezes não seja possível evitar, o cinto ajuda a reduzir o risco de morte, quando em caso de colisão impede que o corpo do passageiro seja projetado para frente. Em um estudo realizado pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) mostrou que o uso de cinto segurança nos bancos da frente e traseiro reduz em 45% e 75% o número de mortes.

O cinto de segurança de três pontos é o que oferece maior proteção, pois a força do impacto é distribuída e absorvida por ele em toda área de contato com o corpo. Segundo o DETRAN  (Departamento de Trânsito) a forma correta para usá-lo é: sentar-se com a coluna ereta fazendo um ângulo de noventa graus com as pernas, de forma que o cinto diagonal passe pelo meio do ombro e se estenda pela coluna vertebral até o engate nos quadris e o cinto sub-abdominal ou pélvico deve ser colocado na articulação dos quadris e não na barriga.

O Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) anunciou uma medida que entrará em vigor a partir de 2020: todos os carros novos deverão ser fabricados com cintos de três pontos.

Por isso não deixe de usar o cinto de segurança sempre que estiver andando em um automóvel, além de amenizar os impactos no caso de uma batida, ele pode salvar a sua vida.

Clique aqui para saber sobre a campanha de uso de cinto de segurança da ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), e veja a seguir o vídeo feito por eles: