Cuidados além da vida

 

Meu nome é Carina e tenho 18 anos.

Desde pequena sempre tive muita curiosidade sobre cuidar de pessoas doentes. Há algum tempo atrás, chegando a época de decidir o que eu gostaria de trabalhar no futuro e escolher uma profissão, fui me interessando por necropsia, que são procedimentos de análise do cadáver, afim de determinar o que provocou a morte.

Infelizmente isso caiu como um peso a todos meus amigos e familiares, pois diziam que é uma profissão que acaba com o emocional de muitas pessoas e que se eu gostava da área da saúde existiam muitas outras profissões, como: enfermagem, medicina, cuidador. Mas o que nem todos conseguiam entender é que não devemos cuidar das pessoas somente em vida, mas também na morte, pois é um momento delicado para os familiares. Na verdade, quem é que não quer que cuidem bem de sua mãe, pai, filhos, a pessoa que ama, mesmo em um momento que a pessoa não esteja presente fisicamente?

Uma vez, em um canal de TV de rede privada, assisti um documentário, que se chamava ” Amor pela morte”. O programa contava histórias de pessoas que trabalhavam em IML, coveiros, entre outros, e o amor pelo serviço que popularmente é tao desprezado, motivo de gozação, entre outros. Pude ter muitos exemplos e motivação, já que pude me convencer de que eram profissionais importantes, pessoas que se caso não existisse essas profissões e não tivessem carinho pelo trabalho, nesse hora tão difícil, seria mais uma ‘dor de cabeça’ para a situação.

Fico muito feliz quando vejo um documentário que mostra o lado bom desta profissão, que pretendo um dia fazer parte, e pode ser também mais uma lição de que nada é ruim quando se tem amor pelo que faz!

 

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Veja também informações sobre as atividades desenvolvidas pelo técnico da área neste plano de classificação de funções da USP.