Saúde da boca pra fora.

Nós do Geral na Saúde recebemos um texto da Celina R. Martins falando sobre a importância de buscarmos e divulgarmos informações confiáveis, principalmente quando se trata de questões relacionadas à saúde. Confira a baixo:

“A cada dia que passa temas relativos à saúde têm tomado conta da programação das emissoras de TV e das pautas de jornais, revistas e portais de Internet. A preocupação das pessoas com a saúde levou a emissora brasileira líder de audiência, a Rede Globo, a ter um programa inteiramente dedicado à saúde – Bem-Estar.

Esses dois temas caminham juntos desde os tempos de Oswaldo Cruz, com sua campanha pela vacinação, até os dias de hoje.

Mas o que difere a comunicação do início do século XX aos dias de hoje. Duas palavras: Redes Sociais.

Hoje todos nós somos produtores de conteúdo, isto é, reproduzimos, geramos e distribuímos informação. Facebook, Whatsapp, Instagram, Twitter não faltam meios para explorarmos nossas ideias e sairmos do anonimato.

As redes sociais, no entanto, exigem responsabilidade, sobretudo se assunto for saúde.

Curas milagrosas, atendimentos gratuitos para doentes crônicos, cogumelo do sol, Fosfoetanolamina, teorias conspiratórias de laboratórios que já conhecem a cura do câncer. São muitas histórias que se multiplicam, sem qualquer fundamento.

Boatos como esses e tantos outros são extremamente prejudiciais para todos. Imagine para as pessoas que estão doentes e seus familiares.

Dr. Sergio Simon, Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – SBOC -, afirmou que “as pessoas sabem pouco e acabam inventando histórias e fantasias. Uma pesquisa de recente da SBOC demonstrou que poucas pessoas sabem algo sobre o câncer de intestino, um dos mais prevalentes no país”.

Portanto, antes de retwittar, postar ou encaminhar, reflita. Faça três simples perguntas para você mesmo:

  • Esse conteúdo é relevante?
  • Ele colabora para a discussão dos problemas de saúde que as pessoas enfrentam diariamente?
  • A fonte é confiável? Atenção: fonte confiável não é quem enviou a informação, mas de onde ela procede.

Se não conseguir responder sim a todas essas simples perguntas, não vá em frente.

Por outro lado, o espaço das redes sociais é um grande aliado nas discussões sobre prevenção e acesso à saúde. Além disso, diariamente são formados grupos de discussão de pessoas que convivem com doenças, sobretudo, as mais graves e crônicas, e que assim encontram apoio para atravessarem as dificuldades de tratamentos que podem se estender até mesmo por anos.

O problema, obviamente, não é Face ou Whastapp, mas o quê fazemos com eles. Precisamos tornar as redes sociais um lugar seguro, onde as pessoas possam encontrar informações que as auxiliem em momentos de dificuldade e transição. Elas não podem ser uma armadilha e isso depende só de nós. Cuidar da informação que se posta, ou transmite de qualquer outra forma, é cuidar do outro.”

(Celina R. Martins – Com formação em Ciências Sociais, atua profissionalmente na área de Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social)

Quer informações confiáveis sobre Saúde? Busque no Site do Ministério da Saúde, ou clique aqui.

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