Brasil passa de 383 mil mortes por Covid; mais de 2 mil delas foram registradas nas últimas 24 horas

Brasil registra 2.070 mortes por Covid-19 em 24 horas

Brasil registra 2.070 mortes por Covid-19 em 24 horas

O país registrou 2.070 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou 383.757 nesta quinta-feira (22) óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 2.543. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -13%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes da doença.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta terça. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Já são 92 dias seguidos no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil; o país completa agora 37 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Média de mortes nos últimos 7 dias — Foto: Arte G1

  • Sexta (16): 2.870
  • Sábado (17): 2.917
  • Domingo (18): 2.878
  • Segunda (19): 2.860
  • Terça (20): 2.830
  • Quarta (21): 2.787
  • Quinta (22): 2.070

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 14.172.139 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 50.023 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 59.149 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -11% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos.

2 estados estão com alta nas mortes:

Brasil, 22 de abril

  • Total de mortes: 383.757
  • Registro de mortes em 24 horas: 2.070
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.543 por dia (variação em 14 dias: -13%)
  • Total de casos confirmados: 14.172.139
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 50.023
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 59.149 por dia (variação em 14 dias: -11%)
  • Subindo (2 estados): AC, PA.
  • Em estabilidade (11 estados): AL, BA, ES, GO, MA, MG, PE, RJ, RO, RR e SE.
  • Em queda (13 estados e o Distrito Federal): AM, AP, CE, DF, MS, MT, PB, PI, PR, RN, RS, SC, SP, TO.

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quinta aponta que 27.945.152 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa da 13,20% população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 11.338.366 pessoas (5,35% população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 39.283.518 doses foram aplicadas em todo o país.

De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada 421.921 pessoas e a segunda dose em 391.056, com um total de 812.977 doses aplicadas neste intervalo.

Variação de mortes por estado

Estados com a média de mortes em alta — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em estabilidade — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em queda — Foto: Arte G1

  • PR: -40%
  • RS: -38%
  • SC: -32%
  • ES: +5%
  • MG: +12%
  • RJ: +6%
  • SP: -18%

Centro-Oeste

  • DF: -17%
  • GO: -13%
  • MS: -19%
  • MT: -31%
  • AC: +39%
  • AM: -23%
  • AP: -36%
  • PA: +60%
  • RO: 0%
  • RR: 0%
  • TO: -19%
  • AL: -1%
  • BA: -8%
  • CE: -23%
  • MA: -7%
  • PB: -23%
  • PE: -4%
  • PI: -23%
  • RN: -18%
  • SE: +9%

Centro-Oeste

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).

Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19:

Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

O cérebro também pode melhorar com o envelhecimento

Uma nova pesquisa do Instituto de Neurociência do Trinity College, em Dublin, é quase um bálsamo comparada com as notícias que enfatizam os aspectos do declínio cognitivo que ocorre com o envelhecimento. Na contramão do noticiário, o trabalho, publicado na revista “Psychology and Aging”, mostra que adultos mais velhos conseguem manter o foco no que fazem e são menos afetados pela ansiedade e agitação mental que perturbam os mais jovens.

Mulheres em atividade de clube de leitura: pesquisa mostra que adultos mais velhos conseguem ter foco no que fazem e são menos afetados pela ansiedade — Foto: https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=46931064

O cérebro humano tem uma tendência natural de divagar e é preciso esforço para não deixar que nossa atenção se disperse. No entanto, estudos recentes apontam que, entre idosos saudáveis, a tendência à dispersão se reduz com o avançar da idade. Apesar de várias teorias terem sido elaboradas, ainda não há uma explicação para o mecanismo neuropsíquico por trás da característica. A equipe de pesquisadores do professor Paul Dockree realizou testes cognitivos e psicológicos com grupos de diferentes faixas etárias e chegou às seguintes conclusões:

1) Os adultos mais velhos apresentavam tendência menor de divagar: apenas 27% relatavam o problema, enquanto o percentual chegava a 45% entre os mais jovens.

2) Apesar de o desempenho dos seniores em testes cognitivos padronizados ser pior, eles tinham um nível menor de ansiedade e depressão.

3) A análise também destacou a capacidade de adaptação dos idosos, que foram capazes de manter o foco e se motivar para realizar as tarefas.

Para o doutor Dockree, apesar de o senso comum considerar que os velhos são distraídos, essa não é uma verdade universal: “nossa pesquisa sugere que idosos podem ser mais focados e menos afetados pela ansiedade que os jovens. Além disso, são capazes de mitigar os efeitos negativos do declínio cognitivo através da motivação e da adoção de estratégias para controlar a dispersão”.

Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Brasil passa de 380 mil mortes por Covid; mais de 3 mil delas foram registradas nas últimas 24 horas

O país registrou 3.157 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou nesta quarta-feira (21) 381.687 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 2.787. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -1%, indicando tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes da doença.

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta terça. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Já são 91 dias seguidos no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil; o país completa agora 36 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia. Nos últimos 26 dias, a média esteve acima da marca de 2,5 mil.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Média móvel de mortes desta terça-feira — Foto: Arte G1

  • Quinta (15): 2.952
  • Sexta (16): 2.870
  • Sábado (17): 2.917
  • Domingo (18): 2.878
  • Segunda (19): 2.860
  • Terça (20): 2.830
  • Quarta (21): 2.787

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 14.122.116 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 71.231 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 63.507 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de 0% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos.

Quatro estados estão com alta nas mortes: AC, CE, PA e RJ.

Brasil, 21 de abril

  • Total de mortes: 381.687
  • Registro de mortes em 24 horas: 3.157
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.787 por dia (variação em 14 dias: -1%)
  • Total de casos confirmados: 14.122.116
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 71.231
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 63.507 por dia (variação em 14 dias: 0%)
  • Subindo (4 estados): AC, CE, PA e RJ
  • Em estabilidade (13 estados e o Distrito Federal): AL, AP, BA, DF, ES, GO, MA, MG, MS, PE, RO, SE, SP e TO
  • Em queda (8 estados): AM, MT, PB, PI, PR, RN, RS e SC
  • Não atualizou (1 estado): RR

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

Balanço da vacinação contra Covid-19 desta quartaaponta que 27.523.231 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 13% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 10.947.310 pessoas (5,17% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 38.470.541 doses foram aplicadas em todo o país.

De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada em 349.900 pessoas e a segunda dose em 228.938, com um total de 578.838 doses aplicadas nesta quarta.

Variação de mortes por estado

  • PR: -30%
  • RS: -24%
  • SC: -28%
  • ES: +10%
  • MG: +14%
  • RJ: +31%
  • SP: +3%

Centro-Oeste

  • DF: -9%
  • GO: -4%
  • MS: -14%
  • MT: -32%
  • AC: +34%
  • AM: -21%
  • AP: -7%
  • PA: +60%
  • RO: +2%
  • RR: não divulgou dados referentes ao número de mortos até as 20h desta quarta-feira (21); a atualização mais recente, das 20h desta terça-feira (20), apontava +29% (tendência de alta)
  • TO: -15%
  • AL: +3%
  • BA: -6%
  • CE: +16%
  • MA: -3%
  • PB: -21%
  • PE: +5%
  • PI: -18%
  • RN: -22%
  • SE: +10%

Centro-Oeste

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).

Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19:

Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Vacina Covaxin é 78% eficaz contra a Covid, diz fabricante após análise preliminar da fase 3 de testes

Covaxin é produzida pela indiana Bharat Biotech — Foto: Reprodução/Instagram/Bharat Biotech

A Covaxin, vacina contra a Covid-19 produzida na Índia, apresentou eficácia geral de 78% nos casos sintomáticos e de 100% em casos graves. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (21) pela fabricante Bharat Biotech, empresa de biotecnologia indiana, e pelo Conselho de Pesquisa Médica da Índia (ICMR).

“Estou muito satisfeito em afirmar que a Covaxin mostrou eficácia de 78% na segunda análise provisória “, disse Balram Bhargava, chefe do ICMR.

Os dados fazem parte da segunda análise provisória de testes clínicos de fase 3. A primeira análise provisória foi feita em março deste ano e apresentou eficácia de 81%. Os resultados de segurança e eficácia da análise final estarão disponíveis em junho.

Que vacina é essa? Covaxin

Que vacina é essa? Covaxin

Eficácia da Covaxin

Devido ao aumento de casos na Índia, os pesquisadores puderam observar os impactos da vacina em um número maior de pacientes sintomáticos.

Em nova análise, a vacina apresentou eficácia de 78% em casos sintomáticos leves e moderados. Casos graves foram reduzidos em 100%, demonstrando também redução no número de hospitalizações.

A eficácia em pessoas assintomáticas foi de 70%. Dados sugerem redução na transmissão do vírus.

“Também estou contente porque a Covaxin funciona bem contra a maioria das variantes do Sars -CoV-2. Essas descobertas reforçam que a nossa vacina pode ser também um imunizante global”, afirmou Bhargava.

Para compor os estudos clínicos de fase 3, os pesquisadores observaram os efeitos da vacina em 25,8 mil participantes entre 18 e 98 anos, incluindo 10% acima dos 60 anos, com a análise sendo conduzida 14 dias após a segunda dose.

Covaxin no Brasil

No Brasil, a Covaxin ainda não conseguiu a certificação de boas práticas, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre os problemas apontados estão questões sanitárias, de controle de qualidade e de segurança na fabricação da vacina.

A certificação é um dos requisitos para o registro de um medicamento ou vacina no Brasil. Farmacêuticas como a Pfizer, a Janssen, do grupo Johnson, a Sinovac, que desenvolveu a CoronaVac, e a AstraZeneca, responsável pela produção da vacina de Oxford, já receberam a certificação da Anvisa.

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Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Pacientes com Alzheimer tem três vezes mais risco de morte por Covid-19, aponta estudo

— Foto: Rede Globo

Pacientes com Alzheimer têm três vezes mais risco de morte por Covid-19 que pacientes que não têm a doença. Quando a comparação é feita na faixa etária acima dos 80 anos de idade, o risco de infecção pelo coronavírus é seis vezes maior em pacientes com Alzheimer do que para pacientes sem a doença.

É o que aponta um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Butantan, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de São Paulo (USP). O artigo foi publicado nesta quarta-feira (21) na revista “Alzheimer’s & Dementia: The Journal of the Alzheimer’s Association”, com o apoio da Fapesp, Faperj e CNPq.

De forma geral, as doenças neurodegenarativas aumentam, independentemente da faixa etária, os riscos de os pacientes evoluírem para um quadro grave da COVID-19 e reduzem para um terço as chances de sobrevida do paciente, mesmo quando ele recebe recursos e tratamentos iguais aos demais pacientes hospitalizados pela Covid-19.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que a doença afeta cerca de 30% da população com mais de 85 anos. As estimativas são de que o Alzheimer atinja 1,2 milhão de brasileiros atualmente, e a previsão é de que em 2050 esse número aumente para 4 a 5 milhões de doentes.

Entretanto, como as bases de dados, aqui no Brasil, ainda não estão suficientemente sistematizadas até aqui, os pesquisadores analisaram a princípio estatísticas do Reino Unido, porque, segundo eles é o único do mundo que tem ficha médica completa dos pacientes desde 2006. Além de todos os exames arquivados, também há informações sobre genomas sequenciados.

Neste estudo, foram investigados o número de diagnósticos positivos, hospitalizações e mortes por COVID-19 em uma coorte de 12.863 pacientes acima de 65 anos com dados de testes positivos ou negativos para o novo coronavírus, cadastrados entre março e agosto de 2020 no UK Biobank, um banco de dados clínicos que contém cerca de 500 mil pacientes acompanhados desde 2006 pelo sistema público de saúde. Desse total, 1.167 foram diagnosticados com COVID-19. Para considerar a idade como um fator de risco, eles foram estratificados em três faixas etárias: de 66 a 74, 75 a 79 e 80 anos ou mais.

“Nossos resultados mostraram, primeiro, que pacientes com Alzheimer e demência têm muito mais chances de serem infectados do que pacientes sem demência. Além disso, uma vez infectados, têm chance bem maior de precisarem de hospitalização pela Covid, ou seja, de terem quadros graves da doença ou de virem a óbito do que pacientes sem demência”, explica Sergio Ferreira, Professor Titular dos Institutos de Biofísica e Bioquímica da UFRJ, um dos coordenadores do projeto.

Segundo ele, isso indica que pacientes com demência (especialmente, Alzheimer) deveriam ser considerados de grupo de risco prioritário, por exemplo, para vacinação, além de requerem cuidados ainda maiores para evitar o risco de infecção.

Alguns estudos vêm mostrando que o SARS-CoV-2 é capaz de invadir o sistema nervoso central por meio da mucosa olfatória e que a presença do vírus nessa região resulta em uma resposta imune e inflamatória local. Por isso, uma das possíveis explicações para os desfechos observados nos pacientes com demência é que estas condições inflamatórias crônicas ou respostas imunológicas defeituosas, causadas pelo envelhecimento do sistema imunológico (imunossenescência), podem aumentar a vulnerabilidade e reduzir a capacidade desses pacientes de apresentarem respostas eficazes à infecção. Outra hipótese é a alteração da permeabilidade da barreira hematoencefálica, causada pela doença de Alzheimer, que pode possibilitar o aumento da infecção no sistema nervoso central.

“Há algum fator, que nós ainda não identificamos, mas os resultados do nosso trabalho já mostram que é necessário dar uma atenção especial a esses pacientes ao serem internados, inclusive porque os que têm Alzheimer apresentam um risco muito maior de morte”, destaca Sergio Verjovski, professor titular do Instituto de Química da USP, também coordenador da pesquisa.

Segundo ele, as análises estatísticas indicaram que todas as causas de demência foram fatores de risco para gravidade e morte de pacientes hospitalizados. Embora o Alzheimer não tenha aumentado especificamente o risco de hospitalização na comparação com comorbidades crônicas, aumentou o risco de morte dos pacientes internados.

Pesquisas recentes já haviam comprovado que a demência é um fator de risco para COVID-19, ao lado de outras comorbidades, como doenças cardiovasculares e respiratórias, hipertensão, diabetes, obesidade e câncer.

No entanto, segundo os pesquisadores, esta é a primeira vez que os dados indicam que pacientes com doenças neurodegenerativas que causam a demência – como Alzheimer e Parkinson – não só são efetivamente mais infectados, como também têm mais risco de morte. Um dos motivos é própria a idade: pacientes com demência, em média, são mais velhos e grande parte vive sob cuidados de outras pessoas em casas ou lares de idosos, o que aumenta o risco de infecção e transmissão do vírus.

Próximos passos

Depois de identificar os genes responsáveis pelos quadros mais graves da Covid-19 em pacientes com demência, especialmente com Alzheimer, os cientistas pretendem observar os genomas dos pacientes que morreram e dos que ficaram hospitalizados, para buscar os possíveis genes relacionados com estes quadros graves.

Nesta primeira etapa, ainda não foram consideradas as possíveis consequências das novas variantes do vírus, porque este dado não estava disponível na base britânica. Porém, segundo o grupo de cientista, é possível que essa informação seja considerada nos próximos meses conforme as análises avancem com pacientes brasileiros, nos quais se possa testar especificamente alguns dos genes correlacionados com os quadros graves que venham a ser identificados.

“Estamos olhando para os dados já disponíveis de sequenciamento do genoma de todos os indivíduos do banco UK. Estamos buscando os genes que possam estar alterados em todos os pacientes com Alzheimer que morreram por Covid ou ficaram graves no hospital, para encontrar os possíveis responsáveis pela piora neste quadro”, ressalta Verjovski.

Pesquisador há mais de 20 anos na área, Ferreira conta que acompanha de perto o sofrimento que a doença causa nos pacientes e familiares, justamente porque geralmente precisam de cuidados intensivos, personalizados, muitas vezes até 24 horas por dia.

“Se essa informação for utilizada corretamente pelas autoridades de saúde, ela poderá resultar em que esses pacientes sejam incluídos em listas prioritárias de imunização e, como eles nem sempre podem ir ao posto de saúde, isso implica em levar o atendimento à vacinação domiciliar à esses pacientes. Então, nós esperamos que isso sirva de alerta, que possa ser traduzido em ações concretas para proteger essa população”, finaliza Ferreira.

Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Johnson publica dados de vacina em revista científica; eficácia contra casos graves de Covid é de 85%

Que vacina é essa? Janssen (Johnson&Johnson)

Que vacina é essa? Janssen (Johnson&Johnson;)

A vacina do laboratório Janssen, do grupo Johnson, teve 66% de eficácia em prevenir casos moderados e graves de Covid-19, 28 dias após a aplicação. Os dados, preliminares, já haviam sido divulgados em janeiro, mas só foram publicados em revista nesta quarta-feira (21), na “New England Journal of Medicine”.

Considerados apenas os casos graves, o nível de proteção chegou a 85,4%. Nenhuma pessoa vacinada morreu de Covid.

Entre os imunizantes em uso no mundo, é da Johnson é o único aplicado em uma só dose. Ele foi aprovado para uso emergencial pela Anvisa no final de março, mas o Brasil ainda não tem a vacina à disposição. Também em março, o governo disse que comprou 38 milhões de doses do imunizante, que devem ser entregues no 3º e no 4º trimestre de 2021.

Veja os principais pontos do anúncio:

  • Mais de 40 mil voluntários receberam vacina ou placebo.
  • Considerando todos os ensaios de fase 3 – em 8 países, incluindo Estados Unidos, Brasil e África do Sul – a vacina teve 66,9% de eficácia contra casos moderados e graves de Covid 14 dias após a vacinação. Após 28 dias, a eficácia ficou em 66%.
  • Considerados apenas os casos graves, em todas as regiões, a eficácia da vacina chegou a 85,4% após 28 dias. Depois de 14 dias, a eficácia ficou em 77%.
  • A proteção começou 14 dias após a vacinação.
  • A eficácia da vacina aumentou com o passar do tempo: não houve nenhum caso grave de Covid nos participantes vacinados 49 dias após a aplicação da vacina. A vacina garantiu 100% de proteção contra hospitalização e morte por Covid 28 dias depois da vacinação. Após essa data, ninguém foi hospitalizado ou morreu de Covid.
  • A proteção foi, de forma geral, “consistente” em todos os participantes, independentemente da raça ou idade – inclusive em adultos acima de 60 anos.
  • A vacina pode ser armazenada por pelo menos 3 meses em temperaturas de 2ºC a 8ºC – o que é compatível com a rede de frio de vacinação usada no Brasil hoje. Em temperaturas de -20ºC, ela fica estável por dois anos, estima a Johnson.

Na América Latina, além do Brasil, os testes foram realizados na Argentina, no Chile, na Colômbia, no México e no Peru.

VÍDEOS: Vacinação no Brasil

Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Fim da vacinação do grupo prioritário contra a Covid só deve ocorrer em setembro, diz Ministério da Saúde

Ministro da Saúde adia de maio para setembro estimativa de conclusão da vacinação de grupos prioritários

Ministro da Saúde adia de maio para setembro estimativa de conclusão da vacinação de grupos prioritários

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (21) que espera concluir a vacinação contra a Covid-19 das mais de 77 milhões de pessoas dos grupos prioritários em setembro. Na prática, a nova estimativa do governo federal é um adiamento em relação ao que previa o ex-ministro general Eduardo Pazuello.

Agora, o ministério diz que todas as pessoas que se encaixam nos critérios de prioridade devem receber a primeira dose até a 1ª quinzena de julho. O prazo para concluir a vacinação é setembro, segundo a pasta, porque o intervalo entre as doses da vacina de Oxford/Astrazeneca é de até 3 meses.

Apesar da estimativa, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que ainda não irá divulgar uma nova atualização do cronograma de entregas de vacinas aos estados. O tema é alvo de cobrança do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na mais recente atualização do documento, feita em 19 de março, ainda constam a entrega de vacinas que não foram nem mesmo autorizadas para uso no Brasil, além de divergências como a previsão de entregas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para abril, o ministério da Saúde prevê 21 milhões de doses, mas a fundação promete entregar 18,8 milhões.

“(O cronograma) será atualizado dentro do prazo estabelecido”, disse Queiroga após ser perguntado sobre quando uma nova versão do documento seria divulgada. Na terça-feira, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, deu prazo de cinco dias para o governo federal se manifestar em uma ação movida pela Rede Sustentabilidade que cobra a divulgação detalhada do cronograma de recebimento de vacinas.

Cadastro para vacinação em idosos com 64 anos em Votorantim começa nesta quinta-feira (22) — Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Falha na previsão de Pazuello

A nova data para a conclusão da vacinação das pessoas dos grupos prioritários marca mais um revés na previsão feita pelo ex-ministro Pazuello. Em 15 de março, no dia em que a sua substituição foi anunciada, o ministro afirmou que era provável o fim da vacinação dos grupos prioritários ainda em maio.

“Nós vamos vacinar, até o final de abril próximo de 88% dos grupos prioritários. É muito provável que em maio já tenhamos vacinado todos os grupos prioritários”, disse Pazuello. De acordo com os dados mais recentes, 27 milhões de pessoas tomaram ao menos uma dose da vacina.

Queiroga foi perguntado sobre a falha na previsão de Pazuello e citou a conjuntura internacional como justificativa. O atual ministro também citou a demora na entrega de doses do consórcio Covax Facility, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Não ter atingido a meta dos 78 milhões se deve a esses aspectos, se deve aos aspectos regulatórios. O Ministério da Saúde não vai colocar vacinas que não foram aprovadas pela Anvisa”, disse Queiroga.

‘Só problema’

Durante a apresentação, o ministro disse que está em negociação com a Pfizer para uma compra de 100 milhões de doses para 2022. Ele foi questionado quais outras opções concretas o Brasil tem para acelerar a entrega de doses ainda neste ano, já que há gargalos na vacinação e até mesmo cidades com a campanha paralisada por falta de doses.

“”O que é concreto é que o país é o quinto país que mais vacina, em relação à população é o nono. (…) Vamos deixar de ver só problema. Porque na realidade a gente está aqui para dar solução para nossa população. Fica com essa coisa de contando dose de vacina”, disse Queiroga.

Veja as declarações de Eduardo Pazuello durante a pandemia

Veja as declarações de Eduardo Pazuello durante a pandemia

Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Deputados aprovam projeto de lei para legalizar a eutanásia no Chile

Em uma decisão histórica, a Câmara de Deputados do Chile aprovou na terça-feira (20) o projeto de “morte digna e cuidados paliativos”, nome adotado para a legalização da eutanásia no país.

O texto, que desde 2014 esperava pela avaliação do legislativo, recebeu 82 votos a favor, 58 contra e uma abstenção. Para se tornar lei, o projeto deve ser analisado pelo Senado, que ainda não determinou uma data para o debate.

“Nesta votação, decidimos sobre os direitos das pessoas tomarem a decisão mais difícil, a de terminar com a sua própria vida, mas diante de circunstâncias muito particulares, como uma doença que gere um sofrimento que torne a vida insuportável e que não tenha tratamento médico”, apontou o deputado Miguel Crispi, presidente da Comissão de Saúde da Câmara.

Cecilia Heyder, ativista chilena pelo direito a uma morte digna e que sofre de câncer metastático, lúpus e um distúrbio no sangue, em foto de 15 de abril de 2021 — Foto: Esteban Felix/AP

Apoio popular

Mesmo sendo um dos países mais conservadores da América Latina, a eutanásia tem amplo apoio popular no Chile. Segundo a sondagem da consultoria Cadem, 72% dos chilenos aprovam o direito.

Outra pesquisa, feita pelo Conselho Médico do país apenas com os profissionais da saúde, indica que 77% dos entrevistados estão a favor da prática em pacientes com sofrimento intolerável ou com doença incurável.

Apenas sete países permitem a eutanásia atualmente. O primeiro a aprová-la foi a Holanda, em 2002, e o mais recente é a Espanha, em março deste ano. Bélgica, Luxemburgo, Canadá, Nova Zelândia e Colômbia completam a lista.

Espanha e Colômbia também são os únicos de tradição católica a ter aprovado uma lei para regulamentar a eutanásia (e o Chile pode entrar para a lista em breve). Menores de idade podem recorrer a essa direito em apenas três países: Holanda, Bélgica e Colômbia.

A então presidente do Chile, Michelle Bachelet, posa para selfie com Valentina Maureira, jovem de 14 anos que sofre de fibrose cística e fez um pedido público à presidente para que mude as leis e permita que ela seja submetida à eutanásia — Foto: Ximena Navarro/Presiência do Chile/Reuters

Arrependimento e decisão antecipada

O texto que os deputados aprovaram foi modificado em alguns pontos. A principal alteração se refere à eliminação do sofrimento psíquico como uma das possibilidades contempladas para a “morte digna”.

Só poderão recorrer à eutanásia os chilenos maiores de 18 anos que tiverem uma doença terminal, incurável, irreversível ou progressiva. Quem optar pela “morte digna e cuidados paliativos” se reservará também o direito de se arrepender até o último segundo, indicando uma mudança de opinião, mesmo que através de um gesto.

Para aqueles casos em que o paciente não tiver mais consciência, foi aprovado o conceito de “vontade antecipada”, através do qual a pessoa pode deixar um registro em um testamento ou no próprio documento de identidade, como já acontece nos casos de doadores de órgãos.

Os médicos que forem contra a prática poderão exercer a chamada “objeção de consciência” para se negarem a colocar em prática o pedido do paciente. No entanto, uma instituição de saúde não terá permissão para alegar “objeção de consciência institucional”.

Para evitar que estrangeiros viajem ao Chile para a prática da eutanásia, o texto prevê que “somente terão direito à morte digna os que tiverem, pelo menos, 12 meses de residência definitiva no país”.

Debates intensos

O debate foi marcado por intensos discursos, com posturas completamente opostas ao projeto de lei, em que pesaram conceitos morais, religiosos e filosóficos sobre a vida e a morte. Também houve testemunhos pessoais.

Os deputados Carlos Jarpa e Pepe Auth recordaram experiências familiares.

“Aqui está em jogo o dilema entre a compaixão e a imposição, entre a nossa capacidade de nos colocarmos no lugar do outro e de aceitarmos a sua decisão consciente, refletida e bem informada ou a nossa postura de impormos ao outro o nosso ponto de vista”, disse Auth.

“É uma questão de liberdade e de direitos. Voto a favor por esses princípios de liberdade e de compaixão e pelo meu pai”, afirmou Auth, que perdeu o pai em março após um quadro de convulsão devido a um câncer de próstata.

Jarpa falou sobre a morte do pai, aos 68 anos, que era médico e sofria de leucemia. “Na minha família, somos todos médicos e a minha irmã é enfermeira. O meu pai, totalmente consciente, decidiu ficar em casa. Não quis mais ir ao hospital. Estava cansado”.

O deputado Cristóbal Urruticoechea criticou a iniciativa e afirmou que ela “transformará o pessoal médico em carrascos, dispostos a administrar uma dose letal”. “A eutanásia é o assassinato de um doente. Devemos lutar por cada vida humana”, afirmou Urruticoechea.

Sergio Bobadilla classificou o projeto como “arquitetura da morte promovida pela esquerda”, em referência aos autores da iniciativa, os deputados Vlado Mirosevic e Maya Fernández.

“O que antes era obrigar a sofrer agora será oferecer um direito a viver com dignidade”, respondeu Mirosevic.

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