Vacina da Pfizer: Brasil recebe 1º lote do imunizante com 4 meses de ‘atraso’

1 milhão de doses da vacina da Pfizer chegam ao depósito de Guarulhos, em SP

1 milhão de doses da vacina da Pfizer chegam ao depósito de Guarulhos, em SP

O primeiro lote de vacinas da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 chegou ao Brasil na noite desta quinta-feira (29/4). O desembarque dos imunizantes no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), foi acompanhado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Nesta primeira etapa, foram entregues 1 milhão de doses produzidas na Bélgica, que fazem parte do acordo assinado pelo Ministério da Saúde com a Pfizer em março, com previsão de um total de 100 milhões de doses até o fim do terceiro trimestre de 2021.

O governo federal disse que vai distribuir as vacinas para as 27 capitais do país entre sexta-feira (30/4) e sábado (1°/5). Embora tenha divulgado que a divisão será “proporcional e igualitária”, o ministério ainda não detalhou a quantidade de doses que enviará para cada local.

Devido à necessidade de baixas temperaturas para manter a vacina da Pfizer, o Ministério da Saúde informou que está orientando que, para essa primeira remessa, a vacinação fique restrita às capitais e, se possível, ocorra em unidades de saúde que possuam câmaras refrigeradas cadastradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

As doses chegaram ao Brasil armazenadas em caixas a uma temperatura de -70°C e os estados receberão as doses em temperatura entre -25°C e -15°C (faixa em que podem ficar por até 14 dias), segundo o governo. “Assim que os imunizantes chegarem nas salas de vacinação, na rede de frio nacional (2°C a 8°C), a aplicação na população deve ocorrer em até cinco dias“, informou o ministério.

Quatro meses depois

O Brasil poderia ter recebido ainda em dezembro de 2020 as primeiras doses de vacina Pfizer/BioNTech, se tivesse aceitado proposta da farmacêutica em meados do ano passado.

Esse prazo foi mencionado inclusive pelo ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro Fábio Wajngarten em entrevista à revista Veja. “Se o contrato com a Pfizer tivesse sido assinado em setembro, outubro, as primeiras doses da vacina teriam chegado no fim do ano passado”, disse.

Pelo menos 3 milhões de doses já teriam chegado ao Brasil até fevereiro se o governo tivesse aderido à proposta da farmacêutica, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo.

O argumento do governo federal foi o de que não concordava com as condições estabelecidas pelo laboratório e que a empresa não se responsabilizava por eventuais efeitos colaterais da vacina. Mas essas mesmas condições foram impostas a outros países que compraram a vacina, segundo a farmacêutica.

Foi ao comentar sobre a vacina da Pfizer/BioNTech que Bolsonaro falou aquela que se tornou sua mais conhecida fala contra a vacinação: “Lá no contrato da Pfizer, está bem claro: nós (a Pfizer) não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um jacaré, é problema seu”, disse o presidente.

Em janeiro, o Ministério da Saúde divulgou nota na qual reconheceu ter recusado tentativas iniciais da Pfizer de avançar em negociação sobre a oferta de vacinas e disse, na ocasião, que um acordo com a empresa “causaria frustração em todos os brasileiros”. A nota menciona uma entrega de 2 milhões de doses nos três primeiros lotes e diz que era “número considerado insuficiente pelo Brasil”.

Procurada pela BBC News Brasil nesta terça-feira, a assessoria de imprensa da Pfizer disse que a empresa prefere não se pronunciar sobre o assunto. A reportagem também questionou o Ministério da Saúde sobre a possibilidade de o Brasil já ter recebido mais doses da vacina da Pfizer, mas não recebeu resposta sobre esse tema até a última atualização desta reportagem.

Que vacina é essa? Pfizer Biontech

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Vacinação e a CPI da Covid

A conduta do governo Bolsonaro em relação à compra de vacinas deve ser um ponto central da análise da CPI da Covid, que teve sua abertura nesta semana e vai investigar “ações e omissões” do governo federal diante da pandemia de coronavírus, além de possíveis ilegalidades no uso de recursos repassados pela União para Estados e municípios atuarem contra a pandemia.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Omaz Aziz (PSD-AM), disse, em entrevista à BBC News Brasil, que está “muito mal explicado por que não compramos 70 milhões de doses da Pfizer”.

A comissão aprovou nesta quinta a convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e dos três ex-ministros da pasta no governo Jair Bolsonaro: Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello. Eles começarão a ser ouvidos a partir do dia 4 de maio.

Outras vacinas: mais 5,2 milhões de doses em distribuição

VÍDEO: Perguntas e respostas para quem já tomou a vacina contra a Covid-19

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O Ministério da Saúde informou que os estados e o Distrito Federal começam a receber a partir desta quinta-feira (29/04) novos lotes das vacinas da Fiocruz (total de 5,1 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford) e do Butantan (104,8 mil de doses da Coronavac).

Segundo o governo, as doses devem ser usadas para a vacinação de pessoas de 60 a 64 anos, além de forças de segurança e salvamento e Forças Armadas que atuam na linha de frente da pandemia.

O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas tomem a segunda dose de vacina contra a Covid mesmo que esteja fora do prazo recomendado pelo laboratório “para assegurar a proteção adequada contra a doença”.

Neste mês, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu encontrar dificuldades para a aplicação da segunda dose da Coronavac, uma das vacinas utilizadas no Brasil durante a campanha de imunização contra a Covid-19.

Cidades de estados como São Paulo, Rio Grande do Norte, Paraíba, Amapá, Alagoas e Pernambuco precisaram interromper a campanha por falta de estoque suficiente para completar a proteção das pessoas que já haviam tomado a primeira dose anteriormente.

No dia 21 de março, o Ministério da Saúde mudou as diretrizes e permitiu que os estados aplicassem todas as doses disponíveis, sem deixar reservas para garantir a segunda dose daqueles que já haviam recebido a primeira.

O problema é que, com o aumento da demanda mundial pelos imunizantes, a chegada dos insumos da China sofreu uma série de atrasos. Sem esse material, o Instituto Butantan não consegue finalizar a produção da CoronaVac.

E isso, por sua vez, gera uma reação em cadeia que afeta a disponibilidade de doses nos postos de saúde e emperra o andamento da campanha no país.

Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil:

Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

‘Faça tudo para o sangue circular’: médico explica como manter a saúde das pernas em casa

Alongamentos aumentam ou mantêm a flexibilidade dos músculos, preparando-os e “aquecendo-os” antes da atividade física e eliminam a tensão. — Foto: Pixabay/Divulgação

Faça tudo para fazer o sangue circular“, afirma o cirurgião vascular e endovascular Eduardo Ramacciotti. Ele fala que a saúde das pernas está relacionada, principalmente, com a prática de exercícios físicos, alongamento, manutenção do peso e alimentação saudável.

“As pessoas diminuíram a atividade física pelo fato de estarem mais paradas com o home office, estão se exercitando menos, e as academias também estão fechadas. Estão ficando mais tempo sentadas”.

Ramacciotti diz que ficar sentado por muitas horas piora a circulação das pernas, aumenta as dores na região e, para quem já sofre com o problema, cria também mais varizes. A melhor forma de prevenir envolve “se mexer” para fazer o sangue circular.

Medidas para cuidar da saúde das pernas:

  • Mínimo de 5 minutos de alongamento
  • Melhor impossível: alongamento de manhã e antes de dormir
  • Pelo menos 30 minutos de atividade física por dia
  • Uso de meia compressora (é importante verificar com um médico se não há contraindicação)

Coronavírus x trombose

O médico especialista chama a atenção para as evidências já confirmadas de que o coronavírus cria uma risco maior de desenvolvimento de trombose. Na rotina do consultório, ele diz que é comum que um paciente realize uma consulta porque tem dores agudas e, no final, está com a Covid-19.

Entenda como a trombose pode atingir as pernas e qual a relação com a Covid-19

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“De todos os tempos, a Covid é a doença mais trombogênica. Não foi incomum eu atender gente que vem com queixa de dor e inchaço nas pernas. E aí, a gente pede o ultrassom e confirma a trombose venosa. Quando pede o exame pra a Covid, a pessoa tem resultado positivo. Em algumas pessoas, o primeiro sintoma foi dor nas pernas”, explicou.

Ramacciotti diz que alguns fatores de risco para a trombose – como histórico familiar, tratamento de câncer, terapia de reposição hormonal – devem ser um incentivo ainda maior para manter o isolamento. Ele explica que, em caso de dor aguda na região, inchaço ou formigamento, o paciente vá até um pronto-socorro para ver se está com a doença.

“A melhor forma de prevenir a trombose venosa profunda é quando você estiver exposto a situações de risco e aplicar medidas: tomar os anticoagulantes, usar as meias elásticas, e os cuidados de hidratação e de movimentação precoce”.

De acordo com o cirurgião vascular e endovascular, nem toda dor nas pernas será trombose. O incômodo pode indicar muitas outras coisas: problemas de coluna, atividade física em excesso, varizes, linfoedema (acúmulo de líquido linfático na região), ruptura espontânea muscular ou anemia.

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Anvisa diz que pedido do Butantan está incompleto e não atende a requisitos para liberação de teste da vacina nacional

Imagem de arquivo da Butanvac, que aguarda autorização da Anvisa para testes em humanos — Foto: Getty Images/BBC

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou nesta terça-feira (27) informações ao Instituto Butantan para avaliar se libera a realização do primeiro estudo clínico em humanos com a Butanvac. Até o momento, a vacina foi testada apenas em animais.

Veja ao final da reportagem a lista de documentos em falta listados pela Anvisa.

O pedido de autorização do Butantan foi feito em 26 de março, e o protocolo de estudo clínico, em 23 de abril. De acordo com a agência, tanto o pedido quanto o protocolo do estudo clínico estavam incompletos e, por isso, não atendiam aos requisitos técnicos para a liberação de testes da vacina em seres humanos.

O Instituto Butantan tem o prazo de até 120 dias para apresentar as informações solicitadas. Até o Butantan responder, a análise pela Anvisa fica interrompida.

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O pedido de autorização se refere às fases 1 e 2 de testes da vacina, nas quais serão avaliadas segurança e capacidade de promover resposta imune com 1.800 voluntários. Na fase 3, até 9 mil pessoas irão participar, e a etapa vai estipular a eficácia. O objetivo é encerrar os testes e ter 40 milhões de doses da vacina prontas antes do final de 2021.

Em nota, o Instuto Butantan afirmou que “manterá contato com o órgão regulador para viabilizar os esclarecimentos necessários ao seguimento do processo de autorização dos estudos clínicos de fases 1 e 2 da Butanvac”.

Caso seja aprovado e depois seja provado que funciona, a Butanvac será a primeira vacina contra a Covid-19 produzida no país sem que seja necessária a importação de matéria-prima (IFA).

Segundo o instituto, a Butanvac faz parte de uma segunda geração de vacinas contra a Covid e leva em conta as variantes, como da P1, que é brasileira. A tecnologia usada é a mesma da vacina contra a gripe.

Anvisa pede mais informações para permitir testes em humanos da Butanvac

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Documentação em falta

De acordo com a Anvisa, tanto o pedido de autorização do Butantan quanto o protocolo do estudo clínico ainda estão incompletos e não atendem aos requisitos técnicos para autorizar pesquisas clínicas de vacinas em seres humanos.

Entre os documentos que faltam estão:

  • Relatório técnico contendo dados e informações sobre a substância ativa, adjuvantes, interação ativo + adjuvante e produto terminado;
  • Relatório completo com as informações detalhadas sobre fabricantes, etapas de produção, definição de lotes, controle de qualidade, estabilidade, lotes utilizados até o momento e lotes a serem utilizados no estudo clínico;
  • Dados e informações sobre o processo produtivo da vacina;
  • Dados e Informações sobre o controle de qualidade da vacina;
  • Avaliação de risco de geração de doença autoimune e necessidade de avaliar a geração de anticorpos anti DNA por conta de um dos adjuvantes utilizados na vacina;
  • Esclarecimento se os estudos com animais foram realizados com a mesma formulação que está sendo proposta para teste em seres humanos. Em caso negativo, apresentação de dados de comparabilidade físico-química entre as formulações da vacina;
  • Esclarecimento sobre o Protocolo Clínico e critérios para escolha de doses e inclusão dos voluntários;
  • Apresentação de objetivos primários de imunogenicidade e de segurança;
  • Cálculo do tamanho da amostra e métodos estatísticos utilizados;

Essa não é a primeira vez que a Anvisa pede mais informações ao Butantan antes de autorizar o início dos testes clínicos.

Em 26 de março deste ano, o Butantan divulgou o desenvolvimento do imunizante e enviou à Anvisa o primeiro pedido de autorização referentes às fases 1 e 2 de testes da vacina, quando são avaliadas segurança e capacidade de promover resposta imune.

Na época, o Instituto disse que esperava iniciar os estudos com 1,8 mil voluntários ainda em abril, a depender da liberação da agência.

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Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Os voluntários que se isolaram por 40 dias em caverna para estudar perda de noção de tempo e espaço

O experimento de 40 dias, conduzido na França, buscou testar os limites da adaptabilidade humana em condições de isolamento — Foto: Getty Images via BBC

Um grupo de voluntários franceses emergiu de uma caverna depois de passar 40 dias em um estudo que explorava os limites da capacidade humana de adaptação.

Os 15 participantes estavam vivendo na caverna Lombrives, no sudoeste da França, sem telefones, relógios ou luz solar, como parte do experimento.

Eles dormiam em barracas, geravam sua própria eletricidade e não tinham contato com o mundo exterior.

O objetivo do projeto era testar como as pessoas reagem quando perdem o senso de tempo e espaço.

A experiência Deep Time terminou no sábado, com a saída da caverna de oito homens e sete mulheres, com idades entre 27 e 50 anos.

Os cientistas que supervisionavam o projeto entraram na caverna um dia antes para dizer que o experimento estava quase concluído.

O grupo deixou o isolamento voluntário em meio a aplausos. Muitos sorriam, mas alguns tinham um semblante confuso. Eles usavam óculos escuros para permitir que seus olhos se ajustassem à luz do sol.

Os voluntários usaram óculos escuros para se proteger da luz solar — Foto: Getty Images via BBC

O explorador e cientista Christian Clot (centro) é o líder do projeto — Foto: Getty Images via BBC

O diretor do projeto, o explorador franco-suíço Christian Clot, disse que o tempo parecia passar mais devagar dentro da caverna.

Uma voluntária, Marina Lançon, de 33 anos, explicou que o experimento “foi como apertar um botão de pausar” na vida.

Durante o isolamento, o grupo teve que organizar diferentes tarefas— mas eles não tinham parâmetros para medir o tempo de cada tarefa.

Em vez disso, eles tiveram que confiar em seus relógios biológicos e ciclos de sono para estruturar seus dias.

Eles tinham poucos produtos modernas à disposição. Por exemplo, os voluntários tiveram que produzir sua própria eletricidade com um pedal gerador e tirar água de um poço de 45 metros de profundidade.

A maioria dos voluntários concordou que o tempo parecia passar mais devagar dentro da caverna — Foto: Getty Images via BBC

Os cientistas dizem que o projeto os ajudará a entender como as pessoas podem se adaptar para viver em condições extremas.

Antes de os voluntários entrarem na caverna, sua atividade cerebral e funções cognitivas foram analisadas e serão usadas em estudos comparativos posteriores.

O objetivo do estudo é de particular relevância durante a pandemia do coronavírus, uma época em que medidas de confinamento colocaram milhões de pessoas em isolamento.

“Nosso futuro como humanos neste planeta irá evoluir”, declarou Clot. “Devemos aprender a entender melhor como nossos cérebros podem encontrar novas soluções, seja qual for a situação.”

"Antes da pandemia do coronavírus já existia a pandemia da solidão" diz infectologista

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Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

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O preço para a realizar uma harmonização facial pode variar dependendo do procedimento realizado, já que a harmonização se constitui no processo que possibilita uma melhor harmonia do rosto, envolvendo questões como ângulo, formato e outros aspectos que possam gerar desconforto visual.  A quem acredite que o tratamento cause desconforto e muitas mudanças em seu …

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Covid-19 já matou mais brasileiros em 4 meses de 2021 do que em todo ano de 2020

Em menos de 4 meses, número de mortos pela Covid já ultrapassa o de 2020 inteiro

Em menos de 4 meses, número de mortos pela Covid já ultrapassa o de 2020 inteiro

O Brasil registrou, até este domingo (25), 390.925 mortes pela Covid-19 desde o início da pandemia. Foram 1.316 óbitos nas últimas 24 horas, segundo o balanço das 20h do consórcio dos veículos de imprensa. Com isso, o país ultrapassou o número de mortes registradas durante todo o ano de 2020, em metade do tempo.

Em 113 dias de 2021 foram contabilizadas 195.949 mortes pelo coronavírus, enquanto de 17 de março de 2020, quando foi confirmada a 1ª morte pela doença em São Paulo, até 31 de dezembro foram registrados 194.976 óbitos. Foram 289 dias para alcançar a marca.

Covid já matou mais brasileiros em 2021 do que no ano passado. — Foto: Guilherme Gomes/G1

Ontem, o mês de abril se tornou o mais letal da pandemia da Covid-19 no Brasil, com 67.723 mortes confirmadas, ultrapassando as 66.868 em todo o mês passado.

A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias chegou a 2.498. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -20%, indicando tendência de queda nos óbitos decorrentes da doença. Foi a maior queda desde 11 de novembro, quando a média móvel de mortes apresentou queda de -27%.

Já são 95 dias seguidos no Brasil com a média móvel de mortes acima da marca de mil; o país completa agora 40 dias com essa média acima dos 2 mil mortos por dia.

Veja a sequência da última semana na média móvel:

Média de mortes no Brasil na última semana — Foto: Arte/G1

  • Segunda (19): 2.860
  • Terça (20): 2.830
  • Quarta (21): 2.787
  • Quinta (22): 2.543
  • Sexta (23): 2.514
  • Sábado (24): 2.531
  • Domingo (25): 2.498

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 14.339.412 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 32.000 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 56.783 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -20% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de queda nos diagnósticos.

Somente o Pará está com alta nas mortes.

Brasil, 25 de abril

  • Total de mortes: 390.925
  • Registro de mortes em 24 horas: 1.316
  • Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 2.498 (variação em 14 dias: -20%)
  • Total de casos confirmados: 14.339.412
  • Registro de casos confirmados em 24 horas: 32.000
  • Média de novos casos nos últimos 7 dias: 56.783 por dia (variação em 14 dias: -20%)
  • Subindo (1 estado): PA
  • Em estabilidade (11 estados): ES, MG, RJ, AC, AM, RO, AL, BA, CE, PE e SE.
  • Em queda (14 estados e o Distrito Federal): PR, RS, SC, SP, DF, GO, MS, MT, AP, RR, TO, MA, PB, PI e RN.

Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia).

Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados.

Vacinação

Balanço da vacinação contra Covid-19 deste domingo (25) aponta que 29.031.874 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 13,71% da população brasileira.

A segunda dose já foi aplicada em 12.579.100 pessoas (5,94% da população do país) em todos os estados e no Distrito Federal.

No total, 41.610.974 doses foram aplicadas em todo o país.

Veja a variação das mortes por estado

Estados com a média de mortes em alta — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes estável. — Foto: Arte G1

Estados com a média de mortes em queda. — Foto: Arte G1

  • PR: -31%
  • RS: -31%
  • SC: -31%
  • ES: +10%
  • MG: -15%
  • RJ: -8%
  • SP: -27%

Centro-Oeste

  • DF: -24%
  • GO: -28%
  • MS: -19%
  • MT: -25%
  • AC: +13%
  • AM: -11%
  • AP: -41%
  • PA: +34%
  • RO: +2%
  • RR: -41%
  • TO: -42%
  • AL: -7%
  • BA: -14%
  • CE: -10%
  • MA: -28%
  • PB: -28%
  • PE: -x%
  • PI: -29%
  • RN: -19%
  • SE: +2%

Centro-Oeste

Consórcio de veículos de imprensa

Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).

Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19:

Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Antes de terminar, abril já tem recordes de mortes por Covid-19 em 8 unidades federativas

Cruzes e fotos de políticos são vistas cobertas por tinta vermelha durante protesto contra o presidente Jair Bolsonaro e sua atuação diante da pandemia de Covid-19 em Manaus, no dia 23 de abril. — Foto: Bruno Kelly/Reuters

Oito das 27 unidades federativas brasileiras – incluindo toda a região Sudeste – registraram, até sábado (24), recordes de mortes por Covid-19 neste mês: Espírito Santo, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo Amapá e Piauí.

Todas, com exceção do Amapá e do Rio de Janeiro, estão no segundo mês seguido de recorde de óbitos.

Os dados foram apurados pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias de Saúde do país.

O mês de abril já é o pior em número de mortes desde o início da pandemia no Brasil: 67.723 óbitos foram registrados no país até este sábado (24). Antes, o recorde era do mês passado, quando 66.868 mortes foram registradas em solo brasileiro.

Abril é o mais letal da pandemia da Covid-19. — Foto: Arte/G1

“Acho que a gente vai poder entender melhor o recorde de mortes quando a pandemia tiver acabado, porque vai poder comparar os estados com mais precisão”, avalia a epidemiologista Ethel Maciel, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Ela explica que os estados tiveram momentos diferentes na pandemia.

“Quando a gente faz esse recorte no tempo, pode ser que não esteja no mesmo momento, e aqueles que estão com mais mortes agora podem não estar depois. Vamos conseguir ter um panorama melhor quando tivermos controlado a pandemia”, afirma.

Para a cientista, alguns fatores contribuíram para o recorde no Espírito Santo, por exemplo: uma delas é o fato de a variante B.1.1.7, do Reino Unido, ter sido a predominante no estado. Ela tem sido apontada como mais transmissível – e, por alguns estudos, mais letal, mas isso ainda não é consenso.

Outro ponto é que os leitos de UTI e a assistência hospitalar no estado estão concentrados nas cidades maiores.

“A maior parte dos municípios não tem hospitais, então não tem serviço de saúde de alta complexidade. Se o caso agrava no interior, até ele ser transferido… esse tempo também pode ter sido um dos responsáveis por nós termos casos mais graves”, pontua a professora da Ufes.

Uma constatação comum a todo o país é que as equipes das UTIs não puderam ser qualificadas na mesma velocidade de abertura dos leitos.

“Esses leitos de UTI requerem uma mão de obra muito mais qualificada do que a gente foi capaz de produzir ao longo dessa pandemia. Essa pandemia é muito curta, essa expansão dos leitos é maior do que a capacidade do sistema de qualificar pessoas”, lembra Maciel.

Em entrevista ao G1 em meados do mês, a professora avaliou que a alta de mortes em abril já era prevista, por causa dos altos números de casos e internações vistos no final de março.

“A gente precisaria de medidas mais restritivas de circulação e uma vacinação mais rápida para que diminuísse essa transmissão, o número de pessoas doentes. Um percentual delas sempre vai precisar de internação em enfermaria e UTI. Nós estamos, neste momento, ainda com uma pressão muito grande no sistema de saúde e, ainda, muitos casos novos todos os dias, que vai indicar ainda um abril muito difícil”, havia dito a cientista.

Metodologia

O dado referente às mortes de abril foi calculado somando-se as mortes diárias vistas no mês; os números de mortes dos outros meses de 2021 foram determinados da mesma forma.

As mortes registradas nos meses de 2020 foram calculados com uma metodologia um pouco diferente, mas cujo resultado é o mesmo: subtraindo-se o total de mortes visto no último dia de um mês do total de mortes visto no último dia do mês seguinte (por exemplo: total de mortes em 31 de agosto – total de mortes em 31 de julho = total de mortes em agosto).

O consórcio de veículos de imprensa começou o levantamento conjunto no início de junho. Por isso, os dados mensais de fevereiro a maio são de levantamentos exclusivos do G1. A fonte de ambos os monitoramentos, entretanto, é a mesma: as secretarias estaduais de Saúde.

Outra observação sobre os dados é que, no dia 28 de julho do ano passado, o Ministério da Saúde mudou a metodologia de identificação dos casos de Covid e passou a permitir que diagnósticos por imagem (tomografia) fossem notificados. Também ampliou as definições de casos clínicos (aqueles identificados apenas na consulta médica) e incluiu mais possibilidades de testes de Covid.

Desde a alteração, mais de mil casos de Covid-19 foram notificados pelas secretarias estaduais de Saúde ao governo federal sob os novos critérios.

Veja VÍDEOS sobre a vacinação no Brasil

Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Aumento nas emissões de carbono pode reduzir em 12% volume de chuvas nos 9 países da Amazônia, diz estudo

Arvores na floresta amazônica no Amapá — Foto: Rafael Aleixo/Setec/Divulgação

A elevação dos níveis de gás carbônico (CO2) na atmosfera mundial pode causar uma queda anual de 12% no vapor d’água emitido pela floresta amazônica, nos 9 países que compõem o bioma, nas próximas décadas, se não for urgentemente controlada. Um aumento de 50% nos níveis de gás carbônico (CO2) pode ter um efeito na diminuição das chuvas similar ou até mesmo maior ao da substituição de 100% da mata por pastagens, o que equivaleria ao desmatamento total, e diminuiria a precipitação em 9%, valores muito acima da variação natural de 5% da precipitação amazônica entre um ano e outro, de acordo com os cientistas.

É o que apontou um estudo internacional publicado na revista “Biogeosciences” por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Técnica de Munique e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os resultados chamam a atenção para a necessidade de medidas globais e regionais urgentes para conter as emissões de CO2, causadas, sobretudo, pela atividade industrial, transportes e geração de energias não limpas, por exemplo.

Além disso, com a diminuição da transpiração das árvores, por causa excesso do CO2, a temperatura média pode ter um aumento de até dois graus, uma vez que há menos gotículas de água para amenizar o calor. Esse fator pode iniciar uma cascata de fenômenos que resultam na inibição da formação da chamada convecção profunda (nuvens de chuva muito altas e carregadas de vapor d’água), com efeito contrário: a estiagem.

As simulações foram feitas no supercomputador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Inpe, em Cachoeira Paulista, SP. Nos dois cenários projetados, a redução das chuvas seria causada por uma queda de aproximadamente 20% na transpiração das folhas. As razões para essa diminuição, porém, são diferentes em cada uma das situações.

Como as folhas das árvores possuem em sua superfície aberturas microscópicas, chamadas de estômatos, que captam o CO2 para a fotossíntese, esse processo fica prejudicado com o excesso de gás carbônico. É como se, com o excesso de alimento, a planta ficasse em um desequilíbrio que, ao invés de ajudar, só atrapalha. Os estômatos se abrem e captam a quantidade necessária do gás, ao mesmo tempo em que emitem vapor d’água. No cenário com mais dióxido de carbono no ar, as folhas ficam menos tempo com os estômatos abertos. Com isso, emitem menos vapor e diminuem a formação de nuvens e, portanto, de chuvas.

Vista aérea de área desmatada na floresta amazônica. — Foto: Reuters/Ueslei Marcelino

“Como o CO2 é um insumo básico da fotossíntese, quando ele aumenta na atmosfera há um impacto na fisiologia das plantas, o que pode ter um efeito cascata sobre a transferência de umidade das árvores para a atmosfera [transpiração], formação de chuvas na região, biomassa da floresta e uma série de outros processos”, explica David Montenegro Lapola, professor do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, que liderou o estudo.

Agora, os pesquisadores querem testar outros modelos computacionais para comparar os resultados simulados. Novos experimentos vão ser feitos pelo projeto AmazonFACE (“Free-Air Carbon Dioxide Enrichment”, na sigla em inglês). Instalado ao norte de Manaus, ele vai aumentar a concentração de gás carbônico em pequenas parcelas de floresta, a fim de verificar as reais mudanças fisiológicas e atmosféricas causadas pelo aumento do dióxido de carbono. “O objetivo é tentar projetar possíveis alterações e, se antecipar, ao cenário climático previsto para este século”, explica o pesquisador da Unicamp.

Créditos de carbono

A pesquisa traz ainda o alerta de que, mesmo que o Brasil encontre parceiros em números suficientes para a compra e venda do chamado “mercado de carbono”, a floresta amazônica poderia simplesmente não dar conta de reter o CO2, por causa do impacto em termos de mudanças climáticas, que já começou a chegar. Tema bastante discutido nos últimos dias, o “carbono brasileiro” foi colocado como essencial para a política ambiental pelo presidente Jair Bolsonaro durante o discurso desta quinta-feira (22), na Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, a compra e venda do gás – um dos maiores vilões do efeito estufa – mas este assunto desperta debates entre os cientistas.

“Não vai adiantar nada se nós não pararmos a emissão do carbono e o desmatamento, porque não existe atmosfera brasileira, a atmosfera é de todos os países, substâncias que são lançadas em países distantes rapidamente chegam aqui e também impactam as nossas florestas, então, se nós apostarmos em crédito de carbono, mas não tentarmos barrar as mudanças climáticas, não haverá crédito de carbono para vender, porque a floresta vai parar de absorver carbono na atmosfera”, destaca Lapola.

Alerta para São Paulo

De acordo com especialistas, o desmatamento da Amazônia tem impacto direto em outras regiões e biomas do país. Provocando, inclusive, a escassez de chuva no sudeste por causa do impacto nos chamados “rios voadores”, que deslocam a humidade em correntes de ar, situação que reacende o sinal de alerta no estado de São Paulo, na medida em que os níveis dos mananciais começam a cair.

Na região metropolitana da capital paulista, os dois principais reservatórios estão com o nível de armazenamento mais baixo do que em 2013, ano em que começou uma das maiores crises hídricas de São Paulo. O Sistema Cantareira, o maior do estado e o mais importante para a grande São Paulo, está com 51% da capacidade de armazenamento. Em 2013, estava com 63% nesse mesmo período. Já o Alto Tietê, segundo maior do estado, opera com 59,3%, e em 2013 estava com 67,2%.

Atualmente, o volume armazenado nos 7 sistemas de mananciais de São Paulo é de 1.141,97 hm³ (milhões de metros cúbicos), abaixo de 2013 – quando eram 1268,24 hm³. Isso, já contando o novo sistema São Lourenço, que não existia em 2013 e foi inaugurado em 2018. De acordo com dados do Inmet, neste mês de abril choveu 49,4 milímetros, o que representa cerca de 40% dos 82,1 mm da média histórica para o mês. Contudo, no Sistema Cantareira, choveu apenas 8,5mm, ou seja, 10% do esperado para o mês, de um total de 83,1 mm.

Por tudo isso, alguns especialistas estão preocupados com uma possível crise em 2022. “É muito importante que a população perceba que a mudança climática decorrente do desmatamento da Amazônia não é uma aposta para o futuro, não é algo que pode acontecer, isso já está acontecendo, ressalta Pedro Cortês, geólogo, especialista em recursos hídricos e professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP.

Vista aérea feita com drone da Represa do Jaguari, partindo da cidade de Jacareí, no interior paulista, que compõe o Sistema Cantareira — Foto: Nilton Cardin/Estadão Conteúdo

De acordo com o pesquisador, está chovendo menos no Sistema Cantareira nos últimos 10 anos porque as chuvas que o abastecem dependem da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCA), e dos “rios voadores” que vem da Amazônia e irrigam com chuvas as regiões Sudeste e Sul do Brasil. Essas chuvas têm origem na Amazônia como um todo, incluindo a parte internacional do bioma que tem sofrido fortemente impactos ambientais. Com isso, o Sistema Cantareira, segundo ele, tem apresentado déficit nos gráficos. Uma possível saída, seria, para ela, que as autoridades competentes trabalhassem mais ativamente prognósticos climáticos que indicassem redução de chuvas inclusive no verão. Além disso, também seria prediso estimular a população a economizar água por meio de campanhas mais incisivas, adotando novamente a política de bônus, por exemplo, para quem economizasse água.

“Ao longo dos últimos 10 anos nós pagamos mais caro pela conta da energia elétrica que é gerada nas termelétricas ao invés das hidrelétricas, e isso repercute também no abastecimento na região metropolitana de São Paulo e em outras regiões. Ou seja, nós já temos o prejuízo que é monetizável em relação ao desmatamento da Amazônia, então, seria necessário interromper esse processo e não só isso iniciar um processo de recuperação das áreas degradadas para evitar que esse feito se intensifique”, conclui Cortês.

Resposta da Sabesp

A Sabesp informa que não há risco de desabastecimento neste momento na Região Metropolitana, mas reforça a necessidade do uso consciente da água em qualquer época. Composto por sete mananciais (Cantareira, Alto Tietê, Guarapiranga, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e São Lourenço), o sistema é integrado, permitindo transferências rotineiras entre regiões e dando mais segurança ao abastecimento. Isso é possível porque obras vêm sendo realizadas desde a crise hídrica, com destaque para a Interligação Jaguari-Atibainha (que traz água da bacia do Rio Paraíba do Sul para o Cantareira) e o novo Sistema São Lourenço. Além das obras e ações, campanhas sobre o uso consciente são veiculadas ao longo do ano. Nesta quarta (21/4), o Sistema Integrado opera com 58,7% da capacidade, nível similar, por exemplo, aos 63,5% de 2018, quando não houve problemas. A projeção da Sabesp aponta níveis satisfatórios para passar pela estiagem (maio a setembro), mas, mais uma vez, a Companhia reforça a necessidade de uso consciente.

Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/

Clareamento dental: o guia indispensável para quem vai fazê-lo

O clareamento dental é um dos principais procedimentos estéticos odontológicos e é um dos mais requisitados nas visitas ao dentista. É por meio desse tratamento que se conserva a aparência natural da dentição, removendo manchas e trazendo mais harmonia ao sorriso. Se você esta buscando mais informações para tirar todas as dúvidas como, por exemplo, …

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Tomei vacina contra Covid, devo fazer teste para saber se estou protegido? Veja dúvidas sobre o ‘pós-vacinação’

VÍDEO: Perguntas e respostas para quem já tomou a vacina contra a Covid-19

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O G1 reuniu dúvidas comuns entre os brasileiros que já receberam ao menos uma dose das vacinas contra a Covid. Com a ajuda de especialistas, esclarece os principais pontos desta nova etapa do enfrentamento da pandemia.

Abaixo, veja as 13 perguntas sobre a vacinação e a vida pós-imunização:

  1. Depois de tomar a vacina, o que eu posso fazer?
  2. Se meus pais estiverem vacinados, posso encontrar com eles sem máscara?
  3. Depois de vacinado, posso parar de usar máscara?
  4. Se eu já tive coronavírus, preciso tomar a vacina?
  5. Quem já foi vacinado está protegido contra as novas variantes?
  6. Qual o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina?
  7. Depois de quanto tempo estou imunizado?
  8. Devo fazer o teste de sorologia para ver se a vacina ‘pegou’?
  9. Posso tomar a vacina da gripe junto com a vacina da Covid-19?
  10. Ainda posso pegar/passar o vírus se estiver vacinado?
  11. Quem está com Covid pode se vacinar?
  12. Crianças poderão tomar a vacina?
  13. A pandemia vai acabar um dia?

Depois de tomar a vacina, o que eu posso fazer?

No atual cenário do Brasil, os cuidados precisam continuar e nada deve mudar. O comportamento deve ser o mesmo, vacinado ou não. O país segue batendo recordes e a média móvel de mortes nos últimos 7 dias bateu um novo recorde. Mesmo após tomar as duas doses (a imunização completa), a pessoa vacinada deve continuar usando máscaras, deve evitar aglomerações e manter a higiene das mãos.

“Nesse momento de altíssima circulação do vírus, a recomendação é não mudar o comportamento”, alerta Renato Kfouri, infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Ele explica que a pessoa vacinada está individualmente protegida da forma grave da Covid-19.

Entretanto, os estudos ainda não apontaram se as vacinas também conseguem interromper a transmissão do vírus, como explicou a vice-diretora da OMS, Mariângela Simão. “As vacinas que temos disponíveis não comprovaram serem eficazes para a transmissão da doença. Elas são eficazes para evitar que a doença progrida para casos graves”.

VÍDEO: 'Vacina é uma das ferramentas para auxiliar a passar essa fase aguda da epidemia, mas não é a única', diz vice-diretora da OMS

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Se meus pais estiverem vacinados, posso encontrar com eles sem máscara?

Não pode. “A vacinação feita nos pais não dá 100% de proteção e estamos em um momento de grande circulação do vírus. Ainda não temos a garantia que as pessoas vacinadas estão absolutamente protegidas”, orienta Raquel Stucchi, infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

A máscara continua sendo item obrigatório, assim como o distanciamento social, higiene das mãos e ambientes ventilados. “O fato de estar vacinado não é passaporte para a imunidade. Para encontrar alguém [mesmo vacinado] é preciso continuar mantendo os cuidados mínimos. E claro, se alguém estiver doente, o encontro não deve acontecer”, alerta a infectologista do Hospital Emílio Ribas, Rosana Richtmann.

E se todos estiverem vacinados? Em março, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, soltou uma recomendação para quem está completamente imunizado (com as duas doses). Essas pessoas que completaram todo o ciclo podem se reunir com outras pessoas na mesma situação sem usar máscaras ou manter o distanciamento social.

Stucchi explica que a realidade no Brasil é outra, a começar pelas vacinas utilizadas nas campanhas. Além disso, a circulação do coronavírus segue acelerada no país. “Os EUA estão aplicando vacinas que têm mais de 90% de eficácia. Não dá para comparar. Talvez a gente possa realmente voltar a ter um encontro entre vacinados sem máscara quando conseguirmos diminuir muito a circulação do vírus entre nós. E a expectativa é que isso aconteça quando a gente tiver 70%, no mínimo, da população vacinada”.

Depois de vacinado, posso parar de usar máscara?

Não. A OMS já alertou que a vacina não é a única ferramenta contra o coronavírus. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom, reforçou que apenas a vacinação não será capaz de conter a pandemia. Por isso, manter as medidas sanitárias individuais e coletivas é essencial.

“Não se engane, as vacinas são uma ferramenta vital e poderosa, mas não são a única ferramenta. (…) vamos continuar dizendo isso. O distanciamento físico funciona. Máscaras funcionam. A higiene das mãos funciona. Ventilação funciona. Vigilância, teste, rastreamento de contato, isolamento, quarentena de apoio e cuidado compassivo – todos trabalham para impedir novas infecções e salvar vidas”, disse o diretor-geral.

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Se eu já tive coronavírus, preciso tomar a vacina?

Sim. Especialistas dizem que os dados indicam que a vacina deve ser aplicada em que já teve a doença. A vacina pode oferecer uma imunidade mais duradoura e trazer mais benefícios em relação à nossa imunidade natural.

Em fevereiro, a OMS divulgou novas diretrizes sobre a vacinação para quem teve ou está com a doença. No texto, a entidade reforçou que pessoas com teste positivo para Covid devem esperar a recuperação da “fase aguda da doença e a suspensão do isolamento”.

Além disso, quem estiver infectado pode adiar a vacinação por 6 meses. A entidade diz que, quando mais dados estiverem disponíveis sobre a duração da imunidade depois da infecção natural, a duração do adiamento pode ser revisada.

Quem já foi vacinado está protegido contra as novas variantes?

As desenvolvedoras de vacinas seguem estudando o comportamento dos imunizantes frente às novas variantes que estão surgindo. Um estudo feito com mais de 67 mil profissionais de saúde de Manaus apontou que a vacina CoronaVac tem 50% de eficácia contra a variante brasileira P.1. O Instituto Butantan já havia dito que o imunizante é eficaz contra as três variantes do coronavírus em circulação no país – britânica, brasileira e sul-africana.

Estudos também apontam que a vacina de Oxford é eficaz contra as variantes brasileira e britânica.

Pfizer e BioNTech anunciaram que a vacina que desenvolveram contra a Covid-19 conseguiu evitar todos os casos sintomáticos da doença causados pela variante sul-africana do coronavírus, a B.1.351. O imunizante também se mostrou eficaz contra as variantes do Reino Unido e Brasil.

A vacina da Moderna conseguiu combater variantes da África do Sul e do Reino Unido; mesmo assim, uma terceira dose da vacina será testada como reforço contra as variantes, e, ainda, uma nova candidata para dose de reforço.

A Johnson também anunciou que sua vacina teve 57% de eficácia contra a variante da África do Sul, um dos países onde foi testada.

Qual o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina?

Cada imunizante tem um tempo diferente de intervalo. No Brasil, as duas vacinas aplicadas são a CoronaVac e a Oxford. Para a CoronaVac, o intervalo ideal é de 28 dias entre as doses. Já a vacina de Oxford permite um espaçamento maior, de três meses.

Depois de quanto tempo estou imunizado?

Mesmo após as duas doses da vacina, nosso organismo não gera uma resposta imune imediata, explica o infectologista Jose Geraldo Leite Ribeiro, vice-presidente regional da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

“A proteção se dá um tempo após a aplicação da segunda dose, e esse tempo varia de acordo com cada vacina. Na maioria delas, a imunidade acontece a partir de dez ou vinte dias após a segunda dose”, afirma.

“Se uma pessoa que tomou a vacina se infectar antes desse tempo, não quer dizer que a vacina falhou, mas que não deu tempo do sistema imunológico criar a resposta imune“, explica o infectologista Renato Kfouri, presidente do departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Devo fazer o teste de sorologia para ver se a vacina ‘pegou’?

Não. Em março, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) soltou uma nota NÃO recomendando a realização de sorologia para avaliar resposta imunológica às vacinas. Segundo a entidade, os resultados destes testes “não traduzem a situação individual de proteção”.

“Os estudos de avaliação de eficácia vacinal baseados em testes sorológicos têm demonstrado grandes variações em diferentes cenários epidemiológicos frente às diferentes vacinas, complicando ainda mais a interpretação dos resultados de mensuração de anticorpos neutralizantes […] Sabemos que a resposta imune desenvolvida pela vacinação não depende apenas de anticorpos neutralizantes”, alerta a SBIm.

Posso tomar a vacina da gripe junto com a vacina da Covid-19?

Não. O governo federal recomenda que as pessoas que fazem parte do grupo prioritário tomem primeiro a vacina contra a Covid-19 e depois a vacina contra a gripe. A recomendação é que haja um intervalo mínimo de 15 dias entre a aplicação das duas vacinas.

Ainda posso pegar/passar o vírus se estiver vacinado?

É possível. As vacinas disponíveis são eficazes na prevenção da forma grave da Covid-19, mas ainda não se sabe se elas protegem contra a transmissão. Mesmo que a pessoa vacinada não adoeça, ela ainda pode ser infectada sem apresentar sintomas e contaminar outros indivíduos. Por isso, a recomendação pós-vacinação segue sendo a mesma: continuar com todas as outras medidas não farmacológicas, como máscaras, distanciamento social e lavagem das mãos.

As empresas responsáveis pelas vacinas seguem fazendo testes para analisar a eficácia na prevenção da doença. Um estudo publicado em fevereiro, por exemplo, diz que a vacina de Oxford pode ter capacidade de reduzir em até 67,6% a transmissão do novo coronavírus.

Um outro estudo, feito com a vacina da Pfizer/BioNTech, concluiu que o imunizante reduziu em 75% a transmissão do coronavírus menos de um mês após a aplicação da primeira dose.

Coronavírus: existe a chance de pegar o vírus após tomar a vacina?

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Quem está com Covid pode se vacinar?

Quem tem teste PCR positivo não deve ser vacinado, segundo a OMS. O teste PCR é aquele que coleta material com um cotonete e realiza a análise em laboratório para identificar se há presença de vírus ativo no organismo. Quem não tem sintomas ou um resultado PCR positivo deve tomar a vacina normalmente.

“Possivelmente vamos vacinar muitas pessoas assintomáticas. Agora, se você tem o diagnóstico de Covid ou PCR positivo mesmo assintomático, a recomendação é esperar quatro semanas, 28 ou 30 dias para ser vacinado”, explica o infectologista Renato Kfouri.

Crianças poderão tomar a vacina?

Ao menos quatro laboratórios já começaram os testes de suas vacinas em crianças e adolescentes: Pfizer/BioNTech, Sinovac Biotech (CoronaVac), Oxford/AstraZeneca e Moderna.

Saiba a importância da vacina contra Covid para crianças e adolescentes

Saiba a importância da vacina contra Covid para crianças e adolescentes

A Pfizer anunciou no final de março que o imunizante demonstrou eficácia de 100% nos adolescentes com idades entre 12 e 15 anos. As farmacêuticas também começaram os estudos em crianças de 6 meses a 11 anos.

No começo de fevereiro, a Universidade de Oxford anunciou o início dos estudos de fase 2 da vacina ChAdOx1 nCoV-19 em crianças e adolescentes. Em março, a presidente da Fiocruz (parceira da Oxford no Brasil), Nísia Trindade, afirmou que a instituição apresentará pedido à Anvisa para realização de estudo da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 em crianças.

A farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, que desenvolve a CoronaVac em parceria com o Instituto Butantan (SP), afirmou que a vacina se mostrou segura e produziu anticorpos em crianças. Os resultados são de estudos preliminares e não foram publicados em nenhuma revista científica.

A farmacêutica americana Moderna começou em março os testes clínicos de sua vacina contra a Covid-19 em crianças. Os ensaios acontecem nos EUA e Canadá com mais de 6,7 mil crianças com idades entre os seis meses e 12 anos.

A pandemia vai acabar um dia?

A definição de pandemia, segundo a Real Academia Espanhola, é “uma doença epidêmica que se estende a muitos países ou que ataca quase todos os indivíduos de uma localidade ou região”. Ou seja, a Covid-19 deixará de ser uma pandemia quando não tiver mais um alcance tão grande como acontece agora.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), é prematuro pensar no término da pandemia em 2021. O que podemos fazer é tentar controlar o vírus. Em março, o diretor-executivo de emergências da OMS, Mike Ryan, disse que o objetivo deste ano é “evitar hospitalizações e reduzir a mortalidade no mundo. Ao atingir esse objetivo, teremos o controle da pandemia”.

As vacinas podem contribuir para a imunidade coletiva – quando grande parte da população está imune ao vírus, reduzindo a circulação do coronavírus. Entretanto, ainda faltam estudos que comprovem que os imunizantes interrompem também a transmissão dos vacinados. A princípio, eles evitam casos graves e hospitalizações.

O que devemos saber sobre as máscaras PFF2/ N95

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VÍDEOS: Vacinação no Brasil

Fonte g1.globo.com/ciencia-e-saude/